Domingo, 8 de fevereiro de 2026 - 08h15

Para além dos Números da Escuridão que se espalha na Sociedade europeia
Os recentes dados sobre suicídio na Alemanha e em Portugal não são apenas indicadores de saúde pública; são um espelho inquietante de mal-estares sociais profundos, um testemunho de dor coletiva que exige mais do que uma leitura passiva.
Na Alemanha, o ano de 2025 registrou 10.304 suicídios até setembro, um número que se mantém persistente e elevado, espelhando os 10.372 do ano anterior. Porém, a estabilidade do total esconde mudanças perturbadoras na sua composição: observa-se um aumento significativo entre as mulheres e entre pessoas com mais de 65 anos. Paralelamente, os números do suicídio assistido institucionalmente revelam outra faceta desta realidade complexa: em 2025, 1.287 pessoas recorreram a essa via. Os motivos declarados pintam um quadro de desespero multifacetado: 32% alegavam sofrer de múltiplas doenças simultaneamente, 25% citavam uma “falta de vontade de viver”, seguindo-se doenças oncológicas (15,6%) e neurológicas (13,5%) ...
Em Portugal, média de três suicídios por dia mantém-se como uma ferida social constante. Mais alarmante ainda é a posição do país entre os que registram das maiores taxas de mortalidade por suicídio em jovens da União Europeia nos últimos 20 anos. Esta é uma geração que, apesar de hiperconectada, parece enfrentar uma epidemia de solidão, pressão e fragilidade psicológica sem precedentes.
Estes números, no seu conjunto, funcionam como um atestado de pobreza em misericórdia e em laços sociais...
Há uma cruel ironia quando, em muitos orçamentos nacionais, o empenhamento militar e a segurança física superam, em larga escala, os investimentos em saúde mental, apoio social e redes comunitárias de sustentação...
Corremos o risco de ver a morte transformar-se, para alguns, num “modelo de negócio” ou numa solução logística... Estas estatísticas mostram apenas o cume do iceberg e espelham a falta de sentido e metas humanas numa sociedade cada vez mais dirigida pela força do poder, pelo lucro e pelo absurdo de medidas e prioridades...
O que estes dados gritam, em silêncio, é a urgência de uma mudança de vida e de paradigma!
Exige ação concreta, compaixão institucionalizada e uma coragem social para colocar o bem-estar emocional dos cidadãos no centro das prioridades...
António da Cunha Duarte Justo
Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=
QUANDO O ESTADO ESCOLHE QUEM PODE FALAR
O programa “Parlamento dos Jovens” ao incluir exclusão deseduca
Um Estado que, no seu exercício de pedagogia democrática, escolhe quem pode falar,
não ensina democracia: ensina o seu próprio monopólio.
O
programa “Parlamento dos Jovens”, promovido pela Assembleia da
República, é apresentado como uma escola de cidadania e um exercício
democrático exemplar. No entanto, como vi noticiado no Aveiro TV (1) e
investiguei, ao excluir sistematicamente os alunos do ensino privado
(que, importa recordar, integram o serviço público de educação, ainda
que não estatal), revela uma contradição profunda....
Trata-se da
perpetuação de um republicanismo jacobino, herdeiro de uma visão em que o
Estado não é um garantidor neutro de direitos, mas sim o proprietário
exclusivo da esfera pública e do conceito de “interesse nacional”. Nesta
lógica, o que é não-estatal é visto como menos legítimo, menos puro,
menos “público” ...
O azedume que se observa na discussão pública
contra o Ensino Particular é sintoma da formatação eficiente de
“pedreiros” da sociedade e de invejas não assumidas!
Se o objetivo é
realmente formar jovens democratas, como pode um programa parlamentar
começar por violar o princípio fundamental da igualdade?...
Assim o Estado ensina que a representação pode ter critérios de exclusão e que o Estado pode, ele próprio, ser parcial...
A
Iniciativa da Assembleia da República dirige-se aos jovens dos 2.º e
3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, de escolas do ensino
público (1)
António da Cunha Duarte Justo
Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=
ORAÇÃO COMO MODERNA MANEIRA DE MANIFESTAÇÃO!
Oração Pacífica é reconhecida como direito na Alemanha e Áustria, em contraste com a repressão no Reino Unido
Tribunais na Alemanha e na Áustria emitiram decisões históricas afirmando que a oração pacífica em espaços públicos é um direito fundamental, protegido pela liberdade de reunião, expressão e religião...
Na Áustria uma ordem de proibição policial de uma vigília do grupo "Juventude pela Vida" foi anulada. O tribunal declarou que a oração pacífica é uma reunião legítima e não pode ser excluída do espaço público por motivos religiosos.
Na Alemanha a polícia tentou criar uma "zona de segurança" de 100 metros. O tribunal, com apoio da ADF International, derrubou a restrição.
Estas decisões contrastam com o Reino Unido adota uma postura repressiva, criminalizando a mesma conduta...
As decisões na Alemanha e Áustria são uma mensagem clara à Europa: espaços públicos não são monopólio de uma única visão de mundo...
António da Cunha Duarte Justo
Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=
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