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Piquenique e Política


Piquenique e Política - Gente de Opinião

Ariel Argobe

Nesta quinta, 21, ao me dirigir para o trabalho pelo período da manhã, no itinerário entre a minha residência e a UNIR, campus de Guajará-Mirim - percurso que faço de bicicleta, volta e meia, para exercitar o corpo, ainda que esporadicamente - ao passar pela praça localizada em frente à EEEFM Irmã Maria Celeste, eis que ouço um grito insistente. Alguém me chamava para um lanche em um piquenique que acontecia naquele local e momento, em pleno gramado, sob sombra e abrigo das árvores lá existentes.

Era a amiga e Professora Antônia Sebastiana, popular figura da cidade Pérola do Mamoré, uma verdadeira deusa de belíssima plástica afro-brasileira, de singular postura - sempre festiva e alegre - que estava acompanhada da também Professora Georgina Linhares, em atividade com seus alunos de 3 anos, da Creche do CSU.

Não me fiz de rogado, logo me abanquei no piquenique organizado pelas professoras, saboreando sucos, biscoitos, frutas e bolos. Em seguida, também se aproximou, para cumprimentar a todos, o jovem político Rodrigo Nogueira.

Não deu outra: a conversa enveredou para o lado das campanhas de presidente da república, governador, deputados estaduais e federais e senadores.

O diálogo correu acalorado, com diversas opiniões, matizes e vieses sobre todos os candidatos em campanha; os nomes daqui e de fora; os legítimos e os oportunistas; quem se elegerá e quem fica de fora; e os competentes, os incompetentes e os corruptos. Elogios e críticas severas, tanto pra direita quanto para esquerda, correram soltas.

No meio do vuco-vuco político-dialógico, Rodrigo Nogueira se informou sobre assuntos da educação no município; sobre os destinos das sobras do FUNDEB; as condições em sala de aula, dentre outros quesitos, enquanto também discorria sobre tais temas, com propriedade e segurança.

Neste momento as professoras decretaram: “você é o nosso futuro prefeito. Você não pode dizer não, nós vamos votar em você”. Como um bom político, que sempre aprende com as experiências de campanha, com as vitórias e derrotas, Rodrigo Nogueira, fugia pela tangente, taticamente, não aceitando e nem negando a incumbência, apenas defendendo que Guajará-Mirim precisa de um projeto político, discutido por toda sociedade, com capacidade de tirar a cidade do atraso e marasmo em que se encontra.

As professoras, enfáticas e incisivas, em couro, "declamavam: esta pessoa é você". Rodrigo Nogueira, sabiamente, deslizava por entre os dedos e vontades das professoras, sem dizer não.

O jovem político está mais perspicaz politicamente. Certamente espera o momento exato para se posicionar sobre o Palácio Pérola do Mamoré e, com certeza, em se decidindo concorrer ao cargo máximo do executivo municipal, Rodrigo Nogueira certamente planeja chegar lá sim, e ocupar a cadeira de prefeito de forma triunfal, levado pelos braços do povo.

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