Porto Velho (RO) quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
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Opinião: Pai dos pobres e mãe dos miseráveis


Recentemente escrevi um artigo denunciando as mazelas do Brasil e o grau covarde de corrupção que envolve as políticas públicas, o erário federal e as crescentes mazelas sociais nos setores de saúde, educação e segurança pública. Nos últimos 7 anos um novo regime político foi implantado, o qual denominei em vários artigos jornalísticos de: “Estado Corrupto de Direito”.

 Esse novo regime político surgiu a partir das atitudes de legitimar os tais “mal feitos” com sentenças acertadas, com arquivamentos na Procuradoria Geral da República das várias denúncias crimes contra o erário federal, sempre envolvendo ministros de Estado, parlamentares, membros partidário da base aliada ou os ex-ministros da Casa Civil, além dos beneficiários de corrupção ativa nestes dois últimos governos do PT, seja com o “MENSALÃO” e agora com os casos do DNIT, Ministério dos Transportes e Turismo. Não se tem registro de um único centavo recuperado ou um único envolvido atrás das grades neste ciclo governamental.
 
Bom, quando um internauta elogiou o meu artigo, mas disse que os beneficiários do mensalão eram: Pai dos Pobres e a outra Mãe dos Miseráveis do Brasil, resolvi, buscar as definições nas diversas civilizações da figura de pai e mãe.
 
PAI: É o nome que se dá ao genitor. É a pessoa do sexo masculino que fecunda uma fêmea ou mulher. Pode ser também quem adota uma criança. O que garante a sua prole educação, alimentação, proteção contra ladrões e traficantes. É o que não deixa pessoas estranhas roubar os bens ou recursos destinados aos seus filhos. A pessoa do sexo masculino que impõe autoridade. É a pessoa que auxilia a esposa na proteção plena de conforto, segurança, educação, lazer e habitação dos seus filhos e filhas. O chefe de família que não rouba e não deixa roubar os mantimentos da dispensa destinada a alimentação de todos os membros sob a sua proteção. Responsável legal paterno de uma criança ou adolescente. Chefe de uma linha de descendentes. Pessoa que dá a sua vida pela proteção dos seus filhos, em caso de ataque de estranhos ou malfeitores. No termo religioso, encontrei a definição de PAI, como sendo o que é Onipotente, Onipresente e Onisciente (DEUS).
 
MÃE: É o nome que se dá a mulher ou fêmea que deu a luz a um novo ser. Pessoa do sexo feminino dedicado as suas crias, seus descendentes legítimos ou adotados. Mulher carinhosa, desvelada e protetora. Mãe coruja figura como sendo uma mulher super-zelosa de seus filhos. Pessoa do sexo feminino que amamenta a sua cria com leite materno. É o ser do sexo feminino que gera uma vida em seu útero como consequência de fertilização natural ou artificial ou que adota uma criança. Pessoa que dá a sua própria vida para defender as suas crias de perigos externos ou do próprio macho. Encontrei outra importante definição de mãe: Ser superior do sexo feminino, honrado, equilibrado, feroz, responsável de alimentar a sua cria e escolhido por Deus para dar continuidade da sua maior obra. Pessoa que abre mão de sua porção de alimento para dar de comer a sua cria. Mulher responsável pela caça e construção de abrigo para a sua cria.
 
Voltando ao tema do artigo, agora deu para ter uma noção bem clara e ética, se realmente introduzirmos as responsabilidades de ser pai dos pobres e mãe dos miseráveis, no contexto político do Brasil dos últimos 7 anos.
 
Dizem que o brasileiro costuma “endeusar” os corruptos pelo fato desses políticos terem palavras doces, encantadoras e serem muito populistas. Dizem também que o brasileiro tem memória curta quando se trata de mazelas sociais. Há que diga ainda, que os brasileiros sequer lembram-se dos candidatos em que votaram nas últimas eleições e muito menos, procuraram conhecer os atributos e passado ético ou corrupto dos políticos. As pesquisas dizem que os brasileiros costumam votar por emoção, por indicação de terceiros, por favores prestados, por obediência ao pastor ou vigário. Os que votam conscientes, sem empolgação e com análise crítica das condutas éticas dos candidatos, representam ainda no Brasil, menos que 40% dos eleitores.
 
Bom, como essas pessoas que comandaram e comandam o Brasil por quase 9 anos podem ser considerados “pai dos pobres e mãe dos miseráveis”, se os indicadores sociais ainda mostram que temos mais de 40 milhões de brasileiros vivendo na linha da miséria; que temos mais de 50 milhões de cidadãos analfabetos ou semianalfabetos. No Brasil ainda morrem milhares de crianças de fome e doenças. O Brasil passou a ser a segunda Nação Mundial com maior índice de crimes fúteis com arma de fogo. O Brasil passou a figurar como a segunda maior Pátria com pessoas dependentes de Cocaína, Crack, Bebidas Alcoólicas e Cigarros. Morrem todos os anos por arma de fogo e acidentes de trânsitos aproximadamente 80 mil pessoas. Os indicadores da EDUCAÇÃO no Brasil revelam realidades mais que preocupantes, seja pelos salários dos professores ou pela qualidade do ensino e as condições deteriorantes das instalações físicas das escolas. No Brasil, cresceu para 50 milhões de brasileiros vivem em condições sub-humanas, em favelas, barracos, nas ruas, debaixo de pontes ou em palhoças rurais, quando não, em imóveis alugados de terceiros sem as mínimas condições de higiene. BOLSA FAMILIA: Dos brasileiros assistidos pelo programa social bolsa família, 80% não conseguiram sair da linha miserável, pois não desenvolveram qualquer qualificação profissional, não receberam um teto digno para morar, não conseguiram ser inseridos no crescente mercado de trabalho ou simplesmente, mudar de vida. Veja que 80% continuam na total dependência do assistencialismo do poder público. Esse programa até agora só serviu para matar a fome desses nossos irmãozinhos e tutelar, aliciar votos de brasileiros esquecidos e roubados pelos coronéis das elites políticas.
 
Só acredito que esses “indivíduos públicos” seriam efetivamente merecedores da comparação de pai e mãe, se tivessem honrado os seus cargos e funções públicas, não roubando, não deixando roubar e pondo na cadeia os seus amigos e aliados que roubaram os cofres públicos. Se tivessem trabalhado verdadeiramente pelos nossos milhões de irmãos e irmãs desprovidos da sorte e das oportunidades.
 
Enquanto perdurar o atual “Estado Corrupto de Direito”. Enquanto os crimes de colarinho branco forem protegidos pelos governantes, (40 bilhões desviados dos cofres públicos pelo MENSALÃO e as atuais maracutaias). Enquanto a impunidade continuar sendo um produto de troca de votos e apoio para se governar lá no Congresso Nacional. Enquanto as propagandas e mídias dos governantes (+ 30 bilhões gastos nos últimos 7 anos), forem maiores que as ações reais das politicas sociais. Enquanto bandido for idolatrado pelo povo, em razão das atuais politicas de “Pão e Circo”, eu, não posso concordar com tais colocações de pai e mãe, pois como descrevemos no inicio do artigo, são atributos e virtudes de pessoas nobres.
 
Quem poderia ser chamado de pai e mãe adotivos dos nossos irmãos “desprovidos de oportunidades” são os contribuintes que trabalham e recolhem os quase dois (2) trilhões de impostos e bancarem a tal “Bolsa Família”. Esses políticos só fazem é meter a mão no erário, que deveria gerar novas oportunidades sociais. “Dão 1 e roubam 2”, já que 20% de tudo que o poder gasta, acaba em corrupção no Brasil.
 
Fonte: João Serra
ciprianoserra@yahoo.com.br

 

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