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Onda de violência no Vale do Jamari


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A região do Vale do Jamari está novamente ocupando as manchetes do jornais e emissoras de TV com notícia policial. No último final de semana, dois assassinatos comoveram os moradores que residem nos municípios de Buritis e Monte Negro. Um casal de líderes sem-terra foi executado no último domingo, conforme mostrou ontem o Diário, em uma linha rural localizada na região. O motivo teria sido a disputa por terra.

Buritis está no ranking das estatísticas da Polícia Civil como uma das mais violentas da região, justamente por conta de conflitos agrários e disputa por terras. Bem próximo do município, um policial da Força Nacional de Segurança foi vítima de uma tocaia por um forte grupo de sem-terra. O local foi cenário de uma megaoperação da Polícia Federal e movimentou policiais militares e grupo especial da Polícia Militar.

Recentemente, ladrões invadiram um posto policial no município de Campo Novo de Rondônia, na região do Vale do Jamari, e implantaram o terror na região. A falta de policiamento no pequeno município, que na época contava apenas com um policial de plantão, facilitou a atuação dos marginais que ainda roubaram um banco. Na época, os policiais da região se uniram e decidiram caçar os marginais. Houve confronto em uma linha vicinal entre policiais e bandidos. A polícia venceu!

A população de Buritis ainda não conseguiu apagar da memória a chacina ocorrida em 2013, quando três pessoas foram executadas em uma propriedade rural. Até um policial foi executado na época. No mesmo município, um juiz sofreu ameaça de morte. A execução de duas pessoas na região, no último domingo, é um sinal bem claro de que a disputa por terras ainda é um problema antigo e que precisa de uma solução.

No mês passado, na região de Vilhena, Sul do Estado, cinco pessoas foram executadas e a polícia já tem suspeito sobre a matança. As investigações apontam que o crime teria sido motivado por disputa por terras. Ocorre que nem sempre os responsáveis pelos crimes são presos. Rondônia já recebeu por diversas vezes a visita de representantes da comissão de conflitos agrários, mas essas reuniões pouco têm surtido efeito. A matança continua e algo precisa ser feito.

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