Sábado, 22 de junho de 2013 - 17h05
As manifestações da juventude brasileira nesta semana mostraram o quanto as nossas instituições precisam de uma revitalização, e acordar do sono de berço esplêndido. Foi preciso esta grande mobilização para escancarar a total omissão dos nossos gestores e dos órgãos controladores do dinheiro público.
A corrupção é o grande tema por trás dos R$ 0,20 centavos nos transportes públicos (bandeira inicial das manifestações pacíficas). Até a Copa do Mundo, um megaevento internacional, virou modismo de críticas
(algumas verdadeiras) de uma parcela da população, embalada pela mídia que não participa do evento com direito a grandes lucros(o futebol é um negócio globalizado que movimenta milhões de dólares).
Estamos esquecendo, porém, de cobrar e ainda é tempo, das instituições instaladas em prédios luxuosos e caros como os estádios , hoje arenas (espaços modernos que precisam gerar lucros) , da futura Copa do Mundo. Vamos ser honestos, existe todo um aparelhamento para fiscalização dos contratos, subvenções, doações, convênios, licitações, etc... Então, onde andam o TCU, TCE, MPF, MP, CGU, as Comissões do Senado e da Câmara Federal, as Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores.
Creio que é mais cômodo e eleitoralmente correto cobrar da presidente Dilma. Mas, e os demais parceiro$ da empreitada, inclusive a grande mídia, que esperava há muito tempo uma Copa do Mundo no Brasil (o ainda país do futebol e de um Rei único, Pelé).
Todos os anos são realizados audiências públicas para discutir obras, projetos sociais, até orçamento participativo prometem para a população, mas na hora da aplicação do combinado, o dinheiro some. Não tem dinheiro para saúde, para cultura, para o esporte, para segurança. Somos todos ludibriados. Porto Velho, por exemplo, tem um teatro que começou a ser construído no governo Raupp e já passamos 8 anos do ex-governador Cassol, e agora já estamos terminando o governo de Confúcio Moura e nada de conclusão da obra fantasma que já caminha para 16 anos, e ninguém é responsabilizado. Recentemente a polícia prendeu um prefeito em Porto Velho, mas onde estavam os nossos fiscais (Vereadores, TCE, MPE...), nas ações preventivas e saneadoras.
Nós mesmos em Rondônia, estamos sofrendo e protestando pelos viadutos e pontes inacabadas, trânsito e violência sem controle, saúde com pouco investimento, mas, de novo eu pergunto; É falta de dinheiro? Claro que não, falta gestão, honestidade e corrupção zero.
Não quero em absoluto ser o dono da verdade, apenas suscitar o debate menos emotivo e mais racional. Precisamos urgentemente, demitir sumariamente os nossos representantes que receberam uma procuração de cada eleitor na última eleição, mas cadê esses homen$ de preto? Estão instalados em prédios luxuosos, e só andam de avião (pago pelo eleitor), recebem gordos salários, possuem seguranças (PMs). Não trafegam pela 7 de setembro, Av Amazônas, Jatuarana, Calama, Trevo do Roque, Viadutos (?), Av.Rio de Janeiro em horários de picos. Com raras exceções também não viajam pela BR-364, nem pelos rios Madeira ou Machado, só em período eleitoral. Quer mais? Não utilizam os serviços de saúde do Pronto Socorro João Paulo II, as ruas próximas da sua residência são asfaltadas e iluminadas.
O atual governador de Rondônia e também o atual prefeito de Porto Velho (ambos médicos), foram eleitos vendendo bondades e soluções antecipadamente, falavam na televisão (durante o horário eleitoral), de um Estado Rico, próspero e de uma capital dos sonhos, com muito dinheiro das usinas, compensações, água tratada, esgoto sanitário e muitas realizações. Agora se justificam; A culpa é da dívida do Beron, Crise Internacional (que já existia) e diminuição nos repasses federais. Mas as folhas de pagamento continuam inchando, olhem os casos da Câmara Municipal de Porto Velho, da Assembleia Legislativa e tantas prefeituras do interior de Rondônia, mas o nosso Ministério Público Estadual só fala em PEC-37. (Estamos esperando os resultados das Operações Dominõ, Termópilas, Vórtice, Endemia, etc...).
Pensem nisso !!!
Fonte: Arthur F. Ribeiro do Nascimento
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