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Nossa, quem diria PT e PL juntos!


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

É isso mesmo que você acabou de ler. O PT (do presidente Lula) e o PL (do ex-presidente Jair Bolsonaro) estão unidos na disputa pela presidência da Câmara Federal. Juntos com ninguém menos que Artur Lira (PP-AL), atual presidente do Poder Legislativo, o trio vai trabalhar para colocar o deputado Hugo Mota (Republicanos-PB) na direção da Casa.

Estranho, mas PT e PL não são inimigos ferrenhos? Exato, mas somente naquilo que suas lideranças divergem. Quando há confluência de interesses, eles abandonam a rivalidade, com a maioria dos partidos, mandam às favas a dignidade e, sem nenhum pejo, mergulham de cabeça no mar revolto de alianças politicas capazes de fazer o diabo se benzer. O contrário disso é chumbo trocado.

Tudo isso, evidentemente, em nome de uma “pauta nacional”, que só convence mesmo os néscios. Isso porque quase todo mundo sabe o que se esconde por trás desses acordos, geralmente não tem nada que ver com os destinos do país tampouco com o bem-estar do povo brasileiro. E o pior é que muitas pessoas ainda brigam, matam e morrem por causa de políticos. Não percebem que a maioria está cagando e andando para a população. Na prática, o que importa são seus privilégios. Com quem estava o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro na corrida pela prefeitura de São Paulo. Isso mesmo, com Ricardo Nunes (MDB). Por que o PL não apoiou o candidato Pablo Marçal (PRTB), que ajudou Jair Bolsonaro na campanha pela presidência da República? Em Curitiba não foi diferente, ou seja, deixou de apoiar a jornalista Cristina Graeml, bolsonarista de carteirinha, para caminhar com Eduardo Pimentel do PSD de Gilberto Kassab.   É o cúmulo da sandice!

Nas democracias civilizadas e politicamente organizadas, os partidos atuam como dínamos da vida nacional, buscando soluções para os problemas do povo. No Brasil, porém, a maioria dos partidos não passa de ajuntamentos de compadres, dominados por clãs, com seus vícios e manias, gravitando apenas em torno do poder para dele se beneficiarem. Não é à toa que parcela expressiva da população perdeu a confiança nos políticos e nos partidos.

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