Domingo, 2 de dezembro de 2007 - 19h30
Eu estive pensando em como o tempo voa. Nem bem começou o ano e já chegamos ao mês de dezembro. São pessoas enfeitando as fachadas das casas com motivos natalinos. O comércio anunciando todo tipo de promoção, etcetera e tal. O povo se empolgando e aderindo ao tão anunciado espírito natalino. Esse filme eu já assisti e já sei o seu final. O mundo se emocionando, comprando um monte de presentes para os parentes e amigos e... Afinal, é tempo de paz, alegria e confraternização. Então mergulhamos nas comemorações e bebemorações.
Eu sei que tudo isso faz parte das tradições, porém com o tempo, as tradições vão se deturpando e perdendo o seu verdadeiro sentido. Eu não sou daquelas pessoas chatas e ranhetas, que não consegue se alegrar nestes momentos. Porém eu chamo atenção do leitor, para os exageros e superficialidades que estas festas tomaram. Veja bem. Hoje, principalmente as comemorações natalinas, viraram uma festa onde parentes e amigos trocam presentes, se empanturram de peru e chester assado, e quando o dinheiro não dá, pelo menos um churrasco de costela sai. É de praxe encher a cara de (os mais ricos) vinhos finos e champanhes, enquanto os menos favorecidos se alegram com as bebidas etílicas menos nobres, mais no fundo a bebedeira é a mesma. As crianças, depois da meia noite, brincam e se divertem com os lindos presentes trazidos pelo bom velhinho (Papai Noel). Os mais crescidinhos já com a idade suficiente para saber que na verdade não foi obra do ancião bonachão, e sim do endividamento do cartão de crédito dos pais, se divertem do mesmo jeito. Para os pequerruchos eu dou um desconto. Pelo menos estão nessa, totalmente vendidos. Porém para os mais taludos eu não dispenso o mesmo tratamento. Será que você não sabe que no dia de natal, pelos menos nós cristãos, comemoramos o nascimento do menino Jesus? Na realidade você sabe, mais se faz de desentendido, e em nenhum instante, reserva um momento para fazer uma reflexão sobre os seus ensinamentos. Será que estamos, pelo menos tentando cumprir os mais importantes dos seus mandamentos, que é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos? Creio que não.
Enfim, eu quero que fique claro que não sou contra as confraternizações familiares no dia de natal, com direito a presentes, comidas e bebidas, desde que se reserve um momento de reflexão e devoção ao aniversariante. Há, já ia me esquecendo. Nós temos também que urgentemente substituirmos a figura central do natal, que é o papai Noel, pela figura do verdadeiro dono da festa, o Nosso Senhor Jesus Cristo. Agora também não vamos ser tão radicais e banirmos de vez o bom velhinho do mundo imaginário e fantasioso das nossas crianças, mais os ensinando a verdade. Creio que desta forma, seremos cheios do verdadeiro espírito natalino.
Um grande abraço e até a próxima oportunidade,
Máximo Nobre
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