Terça-feira, 31 de janeiro de 2023 - 15h39

Li no Rondoniaovivo que os deputados estaduais de Rondônia começarão a próxima legislatura recebendo bem mais pelo seu trabalho que os anteriores, graças a Resolução 520, aprovada em Sessão Extraordinária, realizada no dia 18 de janeiro deste ano, que permite pagar-lhes um sem-número de gratificações e auxílios, redundando num subsídio de quase cinquenta mil reais, praticamente o dobro do valor pago aos parlamentares da legislatura passada. É isso mesmo?
Se, realmente, isso for verdade, é mais um tapa na cara da população, principalmente daquele segmento da sociedade que vive à mingua, sempre estimulado, em tempo de eleição, a comparecer às urnas a pretexto de fortalecer ainda mais a democracia e mudar velhas e manjadas práticas políticas. Será que os senhores deputados que aprovaram esse reajuste não conhecem a realidade nacional e, sobretudo, local?
Isso não quer dizer que os nobres deputados não devem receber uma justa remuneração pelo seu trabalho, nem sempre a favor do povo que dizem representar, com as devidas exceções, porém, o que causa rejeição, é a inoportunidade da decisão, ou seja, o momento em que eles aumentam seus próprios vencimentos. É isso que gera sentimento repulsivo no seio da sociedade. Não por acaso, o conceito (péssimo, por sinal) de que muitos dos nossos representantes, nos mais diferentes postos de mando, desfrutam junto à opinião pública, na maioria das vezes motivado por práticas incompatíveis com o exercício do mandato.
Diante dessa conduta repulsiva praticada por
deputados estaduais impõe-se perguntar quando chegará o dia em que todos os que
prestam serviços à máquina pública serão melhor remunerados, e não apenas
alguns segmentos privilegiados?
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