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Léo não cabe nos planos políticos de Rocha, Hildon e Mariana


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

No segundo turno da eleição para o governo de Rondônia, o então deputado federal Léo Moraes, candidato no primeiro turno, apoiou o candidato à reeleição, governador Marcos Rocha, que venceu a disputa contra o senador Marcos Rogério. Léo teve quase cento e vinte mil votos, ou seja, 14,06%. Como prêmio pela sua capacidade e lealdade, Rocha o nomeou para comandar o Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), em cujo órgão Léo Moraes deixou sua marca registrada no pouco tempo que o dirigiu.

Natural, por isso mesmo, que o governador Rocha declarasse seu apoio ao jovem político agora, na disputa pela prefeitura de Porto Velho, porém, na política brasileira, as coisas nem sempre acontecem como imaginávamos. Os amigos viram inimigos e vice-versa, surpreendendo, inclusive, até mesmo os mais experientes analistas. Na maioria dos episódios, tanto as brigas quanto às alianças estão relacionadas à disputa de poder. Nada de marcar posições ideológicas ou doutrinárias, como seria convencional esperar.

Ao declarar seu apoio à candidata Mariana Carvalho, apoiada pelo prefeito Hildon Chaves, numa coligação que reúne onze partidos, algo pouca vezes visto numa eleição, o governador Marcos Rocha deixou claro que o trio tem um projeto de poder, no qual nem Léo Moraes nem o deputado Fernando Máximo (abatido em pleno voo, quando se preparava para disputar a prefeitura da capital) estão incluídos. Pelo visto, Léo e Máximo (antes secretário da saúde no primeiro governo de Rocha) terão que seguir seus próprios caminhos.

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