Terça-feira, 9 de janeiro de 2024 - 15h11

Graças a Deus, passou! Foi-se o dia 8 de janeiro de 2024. Meus ouvidos
já não mais aguentavam ouvir falar sobre golpe. Era golpe daqui; golpe dali. Na
TV e nas redes sociais o assunto virou moda. Dizem até que o presidente Lula
fez um pronunciamento à Nação em cadeia nacional exaltando à democracia e
condenando o que chamou de tentativa de golpe de Estado contra seu governo as
manifestações que sacudiram a capital da República no dia 8 de janeiro de 2023,
quando baderneiros invadiram instituições e promoveram um tremendo
quebra-quebra, acirrando, ainda mais, a polarização entre grupos políticos. O
pior é que muita gente embarcou na canoa furada do “golpe de Estado” sem sequer
saber o verdadeiro significado da palavra.
Segunda feira (8) foi realizado um ato, intitulado “Democracia
Inabalada”, para rechaçar as manifestações de 8 janeiro de 2023 e,
consequentemente, realçar os valores democráticos. Paradoxalmente, muitos dos
que se julgam mais democráticos que os outros, são os mesmo que, sem nenhum
pejo, apoiam ditadores como o senhor Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.
Aldo Rabelo é um dos poucos políticos brasileiros que tem a
sensibilidade e a capacidade para enxergar além do seu tempo. Não é sem motivo
que ele angariou o respeito e a admiração até de adversários. Deputado federal
por cinco mandatos, presidente da Câmara dos Deputados, e ministro de quatro
pastas diferentes nos governos Lula e Dilma, Rabelo considera um exagero dizer
que as manifestações de 8 de janeiro de 2023 ameaçaram de alguma maneira a
democracia. Isso é “uma desmoralização da instituição do golpe de Estado”,
segundo ele, que comparou os atos de 8 de janeiro de 2023 à depredação
promovida por integrantes de certo movimento de sem terra na Câmara dos
Deputados, em junho de 2006, que deixou várias pessoas feridas, sendo uma em
estado grave.
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