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Enquanto a população sofre com a falta de água, as autoridades sorriem na maior cara de pau


Enquanto a população sofre com a falta de água, as autoridades sorriem na maior cara de pau - Gente de Opinião

Entra governo, sai governo, e o problema do desabastecimento de água na cidade de Porto Velho permanece. Todos os anos, a situação se repete. E, por incrível que parece, sempre no mês de julho, acontece alguma coisa para a Caerd tentar justificar o maldito racionamento. Assim, o que já é ruim, piora.

 

A escassez de água na capital tem sido objeto de várias audiências pública, debates, seminários e reuniões, mas não se conseguiu, até hoje, chegar a lugar nenhum.  Enquanto isso, os pedidos da população, vítima direta da incompetência governamental, partem de todos os lados. Infelizmente, não se vê uma pressão por parte da classe política para que os gestores públicos tomem providências.

 

É uma maldade o que se faz com os moradores de Porto Velho, no que se refere ao abastecimento de água, principalmente, aqueles mais necessitados. Chega a ser até difícil encontrar substantivo para qualificar essa demonstração de desprezo das autoridades para com o povo. Nem precisa dizer que temos o terceiro rio do país em extensão e um dos mais volumosos do mundo – o Madeira. Nesse caso, especificamente, verifica-se uma série de erros que foram praticados, e a autoridade pública deu visibilidade a conquistas que não se realizaram, como a qualidade e abrangência dos serviços que não aconteceram e a implantação de um modelo de distribuição de água de referência. Tudo mentira para tentar enganar a população.

 

E agora, o que os senhores vão dizer à população que sofre com a carência de água, uma vez que estamos em plena campanha eleitoral? Enquanto o acesso à água continua sendo um desafio para centenas de famílias que moram nesta cidade e um drama onde se mistura várias questões, como risco à saúde do povo, exploração de consumidores e desrespeito a direitos básicos das pessoas, as autoridades responsáveis aparecem sorrindo, de orelha a orelha, na televisão e nos jornais, como se não estivesse acontecendo, como se vivêssemos no mundo encantado da fantasia, na maior cara de pau.

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