Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026 - 15h26

Com o final da Operação Sutura, realizada pela Polícia Civil,
em parceria com o Ministério Público de Rondônia, identificando responsáveis de
possíveis irregularidades envolvendo recursos da Assistência Médica do
Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Públicos do Município de
Porto Velho (IPAM) na administração passada, é hora de avançar na melhoria da
qualidade dos serviços médicos hospitalares, cujo atendimento vai de mal a
pior.
O ideal seria uma reforma administrativa, com a abertura de
concurso público, substituindo o excesso de comissionados por servidores de
carreira, reduzindo, assim, o inchaço quase teratológico da folha de pagamento
com indicados políticos, muitos dos quais sem nenhuma experiência ou capacidade
profissional para o exercício do cargo.
A assistência médica do Ipam está um caos. E isso não é de
hoje. Vem de longe. Digo isso, não como colaborador de site, mas como filiado
que precisou esperar trinta dias para agendar uma simples consulta com um
oftalmologista. Isso depois de quatro tentativas ligando para clínicas e
hospitais diferentes, ouvindo sempre a mesma resposta de que o prestador de
serviço não estava mais atendendo pelo Ipam, apesar de o nome do profissional
aparecer na lista de credenciados.
Louvável a iniciativa do prefeito Léo Moraes de zelar pela
transparência e correta aplicação dos recursos públicos, mas é preciso investir
na qualidade do atendimento aos segurados e dependentes do Ipam, pois a cada
dia prestadores de serviços vêm pedindo descredenciamento do Instituto alegando
atraso de pagamento, apesar da contribuição ser descontada todo mês.
Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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