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Chega de políticos que se elegem e reelegem na base de promessas vazias!


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Quem milita na política sabe o quanto é importante falar. O problema é que muitos políticos preferem simular mais e falar menos. Por causa disso, muitos eleitores acabam sendo levados no bico, embriagados por promessas vazias que jamais serão colocadas em prática.

A cidade de Porto Velho está cheia de políticos que se elegem e reelegem na base de promessas vazias, enganando incautos eleitores, maquiando os fatos e aquilo que poderiam fazer de socialmente produtivo em proveito da população, mas não o fazem, porque geralmente estão presos a acordos pré-eleitorais, ou, simplesmente, porque não querem fazer o que precisa ser feito. São ases na arte de mentir. Mentem, descaradamente, sem o menor pejo.

A população de Porto Velho está a dois meses de viver um momento historicamente especial: o dia da eleição para a escolha de prefeito e vereadores. Realizar eleições e cultuar o ato do voto direto são mecanismos essenciais da democracia. Por isso, o eleitor não deve votar apenas como militante de um partido, amigo ou simpatizante desse ou daquele candidato, mas sim de uma causa, ou seja, o bem-estar de todos.

As eleições de outubro precisam marcar o início de uma nova página na história de Porto Velho. Quando um candidato a prefeito ou vereador bater à porta da sua casa pedindo seu voto, pergunta, por exemplo, o que ele vai fazer, se eleitor for, para melhor o atendimento médico hospitalar nas unidades de saúde, como também levar água potável e saneamento básico para a sua rua. Talvez você não saiba, mas Porto Velho é considerada a pior cidade no ranking do saneamento básico. Menos da metade da população tem acesso à água potável, enquanto só dez por cento de seus moradores dispõem de esgotamento sanitário, em cuja modalidade ocupamos o último lugar. É o que garante estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, que avalia os indicadores das cem cidades mais populosas do país.

O momento não é de apontar o dedo, mas de apertar o dedo na busca de soluções para os problemas crônicos que afligem a maioria da população e, diga-se de passagem, não é hoje, repudiando, com veemência, aqueles que se elegem e reelegem na base de promessas e discursos vazios. Chega dessa gente! 

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