Sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023 - 08h56

Ainda usava minhas primeiras calças quando ouvia meu pai dizer que o Brasil era o país do futuro. Meu pai se foi sem conseguir usufruir do país do futuro com o qual ele e tantos outros de seu tempo sonharam. Hoje, cheguei à conclusão de que o país do futuro do qual meu tanto falava só existe mesmo nos discursos oficiais e, principalmente, durante as campanhas eleitorais, quando candidatos das mais diferentes correntes ideológicas, movidos pelo simples desejo de chegaram ao poder, pinçam com as cores do arco-íris um futuro para a Nação Brasileira que jamais será alcançado.
Definitivamente, o Brasil é um país do futuro que nunca chega. Se você foi à seção eleitoral. Esperou trinta, quarenta, cinquenta minutos ou mais, antes de teclar na urna eletrônica os números do seu candidato à presidência da República achando que, uma vez eleito, ele conseguiria transformar o país no melhor dos mundos, sinto decepcioná-lo, mas você deu um tiro no próprio pé. Não se trata de pessimismo exagerado, mas de enxergar as coisas de maneia realista, sem hipocrisia.
O Brasil é um caso perdido. É ilusão acreditar que
um dia sairemos do abismo social e econômico no qual a incompetência e a
esperteza política nos atirou. Não existe político neste planeta capaz de colocar
o Brasil nos eixos. Nem Mandrake. E não se atreva a colocar Deus nisso, pois
com o Santo nome do Senhor não se brinca. Quem enveredou por esse caminho,
pagou alto preço. O Brasil vive à base de solavancos, mais parece um bêbado
tentando subir uma ladeira. São dois passos para frente e quatro para trás. Quando
acreditamos que as coisas vão melhorar, tudo volta à estaca zero. É uma
decepção atrás da outra. Mas, se você pensa diferente, tudo bem. Sonhar é de
graça. O problema é quando o sonho vira pesadelo.
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