Quarta-feira, 6 de dezembro de 2023 - 12h19

A
transladação dos restos mortais do escritor para o Panteão Nacional, fez correr
muita tinta, que envolveu, descendentes do romancista, respeitáveis
intelectuais e políticos.
O
caso chegou ao Supremo Tribunal Administrativo, que acabou de dar razão a
Afonso Reis Cabral, trineto de Eça e Presidente da Fundação Eça de Queirós.
Mesmo
contra a vontade de alguns descendentes, que tudo fizeram para o impedir –
houve até quem duvidasse que o antepassado gostasse de estar em companhia
desses ilustres cidadãos... – e da boa gente de Baião, habituada à
"presença" do escritor, no Cemitério de Stª. Cruz do Douro, o
tribunal sentenciou a favor da Fundação Eça de Queiroz.
O
maior estilista da língua portuguesa deixou, portanto, de ser "
pertença" exclusiva da família e dos baionenses, para ser de todos os
portugueses.
Homenagens
justíssimas, já que seus contemporâneos não souberam ou não quiseram
prestar-lhe, após o falecimento, as honras de que era merecedor.
Como
não se pode, talvez nem se queira, levar Camilo para o Panteão Nacional,
parece-me de inteira justiça erguer, como se fez com Aristides de Sousa Mendes,
no Panteão, cenotáfio de homenagem a Camilo Castelo Branco. Era gesto de louvar
e prova que o romancista não está esquecido.
Durante
as cerimónias fúnebres de Camilo, Guerra Junqueiro sugeriu – que devia ser
sepultado nos Jerónimos e fosse decretado luto nacional.
E
no Parlamento, Alberto Pimentel, propôs que ficasse registado em acta – "
Um voto de profundo sentimento pela morte do iminente escritor, Visconde de
Correia Botelho, Camilo Castelo Branco, glória da literatura nacional".
Infelizmente
essas vozes amigas foram em vão. Camilo: " O Primeiro Romancista da
Península", como se dizia, ou: " O Príncipe dos Escritores",
como afirmou Reis Santos, na oração fúnebre, permanece, quase esquecido, no
jazigo de amigo, no Cemitério da Lapa, no Porto.
A
concluir, julgo oportuno levar ao conhecimento do leitores, o parecer do
conceituado filólogo, fundador da " Sociedade da Língua Portuguesa",
Vasco Botelho de Amaral, no:" Glossário Critico", sobre Camilo:
(...)
A linguagem de Camilo é riquíssima de valores expressivos (...) Em todas as
páginas revela o Mestre, o diligente estudo a que se consagrou, auscultando os
dizeres das bocas populares e investigando nos clássicos documentos ignorados,
mas inestimáveis riquezas idiomáticas. Junte-se a isto o extraordinário génio
verbal e estilístico do escritor, e como resultado se nos apresentará a admirável
vernaculidade da linguagem de Camilo".
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