Porto Velho (RO) terça-feira, 29 de setembro de 2020
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Cacoal completa 31 anos



Surgida a partir de 1972 com o aparecimento de uma mercearia a beira da BR- 364, simultaneamente com o assentamento dos primeiros colonos do Projeto Integrado de Colonização – PIC, instituído pelo INCRA por meio da portaria 1143/72. Cacoal Completa amanha 31 anos.

A história de um lugar se faz com pessoas. Em Cacoal os primeiros habitantes que chegaram vindos do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais e vários outros estados, trouxeram consigo o gosto pelo trabalho. A vocação natural para a agricultura já era conhecida nos anos 20, quando o seringalista Anísio Serrão veio para a região. Na ocasião havia plantações de cacau nativo nas proximidades do rio Pirarara, onde também era feita a extração da borracha, daí o local foi batizado com o nome de Cacoal.
A cultura cafeeira

O cultivo de café entra na história do município nos últimos 43 anos. As primeiras sementes foram trazidas em 1965 do Mato Grosso, pela família de Clodoaldo Nunes de Almeida. Paranaense de Rolândia trouxe o filho André Moreira Nunes, que hoje com 75 anos, lembra com orgulho do passado: “Queríamos plantar café num lugar onde não tivesse geada, como no Paraná, onde plantávamos o café do tipo conilon. Chegando aqui descobrimos que nem sabiam o que era geada, encontramos as condições ideais para começar a plantar as primeiras lavouras”, contou o orgulhoso pioneiro.

Na época era difícil conseguir financiamento para produzir junto aos bancos. Banco do Brasil e Basa exigiam documentação comprovando que o negócio era viável, por isso foi necessário pedir apoio da capital Porto Velho, desta forma conseguiram apoio e abertura de crédito bancário para investir no café.

Histórias registradas em livros

Assim como seu André, o professor João Batista Lopes de 75 anos chegou a Cacoal há mais de 30 anos. Curioso, o professor que morou em várias localidades da região, também participou da história do município. Em 1975 ajudou a organizar o primeiro encontro dos cafeicultores de Cacoal. Na época já fazia entrevistas e guardava documentos, hoje tem um acervo de centenas de fotos, cartas e outros registros da época. Guarda com orgulho o esboço da biografia de Jorge Teixeira, governador do estado em 1985.

Ao longo dos últimos 20 anos registrou suas vivências e conhecimentos em livros, são quatro ao todo: Rolim de Moura, seus pioneiros e desbravadores, Os cacaieiros anônimos e a conquista de Rondônia, Rondônia, raízes e memória e o último entitulado ‘Conhecendo Rondônia (1500 a 2007)’, que traz informações sobre a origem do povo que aqui vive, de onde vieram e por onde passaram os pioneiros. A obra será lançada no próximo dia seis de dezembro.

Os livros foram distribuídos para escolas, instituições, fundações e prefeituras de todo estado, e constituem documento importante da história de Rondônia, ainda tão pouco conhecida e estudada.

Transição econômica e progresso

Do passado ao presente muita coisa mudou. Cacoal que foi conhecida como a “capital do café”, nos últimos tempos não apresenta crescimento significativo na produção de café, inclusive houve fechamento de máquinas e retração no setor. O setor madeireiro ainda é forte no município, porém com o crescente controle sobre o desmatamento, houve uma retração nos últimos anos. Já nos serviços, pequenas indústrias, e principalmente o turismo tem havido expansão.

Números

Segundo dados do IBGE Cacoal tem atualmente 76 mil habitantes. A base da economia é a indústria madeireira, agropecuária e comércio. Conforme levantamento feito pela prefeitura existem 3,4 mil empresas ativas no município, dos mais diversos segmentos. Além disso, a instalação de quatro faculdades nos últimos anos e a construção de um grande hospital, o São Daniel Comboni, devem ser propulsores da economia do município nos próximos anos, atraindo profissionais e mais investimentos.

Com algumas pequenas indústrias instaladas no parque industrial, entre as quais: empacotadoras de alimentos, fábrica de couros, materiais de limpeza, bem como a miniusina de leite, que vai começar a funcionar em breve com pasteurização de leite, a economia local tende a se fortalecer ainda mais nos próximos anos.
 
Fontes: Carolina Sá/Jornal Diário da Amazônia
 

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