Porto Velho (RO) quinta-feira, 27 de janeiro de 2022
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Em Davos, a vez de novas potências


Agência O Globo

GENEBRA - O Fórum Econômico Mundial, que reúne a elite política e empresarial do mundo, abrirá seu encontro anual na quarta-feira em Davos, na Suíça, com uma evidência: EUA e Europa não comandam mais o mundo sozinhos. Índia e China são o exemplo de como o centro de poder se pulverizou. Serão recebidos com tapete vermelho e todas as honrarias, como no ano passado.

Dá América Latina, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao novo presidente mexicano, Felipe Calderón, mostrar aos 2.400 participantes de 90 países que participarão do encontro que a região tem uma esquerda que "dialoga". O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que na semana passada anunciou a nacionalização de empresas e prometeu um "socialismo bolivariano", não foi convidado pelo Fórum Econômico Mundial.

Entre os 24 chefes de governos que participarão do Fórum, estão a chefe do governo alemão, Angela Merkel; o primeiro-ministro britânico, Tony Blair; e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Entre os empresários, estarão os principais executivos do mundo, de Sergey Brin, da Google, a Edward Zander, da Motorola. Eles discutirão os problemas políticos atuais, como Oriente Médio, Irã, Coréia do Norte, epidemia da Aids, mudança no clima global, armas nucleares, terrorismo, crise energética e dilemas econômicos, como o futuro do dólar.

Merkel, atual presidente do Conselho Europeu, centrará seu discurso de abertura na economia mundial, na África e no aquecimento global. A alemã também aproveitará a oportunidade para defender o respeito à propriedade intelectual frente à pirataria, uma melhora no sistema monetário internacional e uma abertura de mercados que estimule novas e melhores oportunidades de investimento.

Cerca de 30 ministros do Comércio farão uma reunião paralela para tentar reanimar a Rodada de Doha. NUma pré-reunião, autoridades agrícolas de primeiro escalão dos Estados Unidos e da Uniao Européia analisaram tarifas, subsídios e uma reforma das leis agrícolas americanas. Os subsídios americanos têm sido um dos pontos que bloquearam as negociaçoes, que já duram cinco anos.

Especialistas acreditam que um progresso na rodada Doha, que fracassou em julho em meio a divergência na área agrícola, é necessário nos próximos meses para pressionar o Congresso dos EUA a renovar os poderes do governo de George W. Bush para negociar acordos comerciais, que vence em julho. Alguns vêem o Fórum Econômico Mundial, que acontece na semana que vem em Davos e onde a representante comercial dos EUA, Susan Schwab, se reunirá com seu colega europeu, Peter Mandelson, como uma chance.

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