Porto Velho (RO) sábado, 17 de agosto de 2019
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Com exportações para a China, Brasil acumula dólares


Exportações para a China ajudaram o país a acumular dólares, diz economista

Kelly Oliveira
Agência Brasil


Brasília - As exportações brasileiras para a China foram o principal fator responsável por elevar o país à condição de credor externo, na avaliação do economista Raul Velloso. Segundo ele, o Brasil  produz o que a China precisa, como minério de ferro e soja. “E nós temos isso com abundância”, disse.

“As nossas exportações para China aumentaram muito, e entrando muito dólar, começou a sobrar e nós passamos a aplicar a essa receita adicional. Deixamos de ser o devedor contumaz do resto do mundo. Somos uma aplicador líquido e não um devedor líquido”.

Hoje (21), o Banco Central informou que o Brasil a ser credor externo, fato inédito na história do país. Isso significa que as reservas internacionais e outros ativos, dinheiro aplicado no exterior, são maiores do que a dívida externa. As reservas e os ativos são em dólar.

Velloso lembrou que quando sobra dólar no país o Banco Central compra a moeda  e aplica em fontes consideradas seguras, como títulos do governo norte-americano. “No passado a gente era um grande devedor. Estávamos sempre pedindo dinheiro lá fora. E tínhamos a dificuldade de não ter dólares suficientes para arcar com todos os compromissos, por isso tínhamos que tomar dólar emprestado. Agora, em vez de tomar dólares, estamos emprestado”, explicou Velloso.

Para o economista, a crise do mercado imobiliário norte-americano deve gerar impactos em todos os países, mas ele acredita que a economia americana “não é mais aquele elefante gigantesco em relação aos outros países”. “Sabe-se que a economia americana está em processo de desaceleração, quer dizer, ela vai crescer cada vez menos por vários meses e isso vai afetar as compras de todos os países, porque a economia americana é a de maior peso no mundo. Só que agora a China e outros países emergentes, como a Índia, Rússia e África do Sul, têm um peso maior na economia mundial”.

Segundo o economista, mesmo havendo algum impacto de desaceleração das compras dos países, o efeito não será tão grande como de costume. “Por isso, talvez, a gente seja menos afetado desta vez”.

Para o economista, o país fez o dever de casa no que diz respeito ao setor externo. “Mas devíamos ter aproveitado essa maré mansa e fazer ajustes nas contas do governo. O temor é que sejamos forçados a fazer alguma correção quando a situação externa estiver pior. Uma coisa é, com sobra de caixa no seu bolso, fazer ajustes nos gastos da sua família, outra coisa é querer fazer o mesmo ajuste quando o seu caixa está apertado. Aí tudo mundo na sua casa vai reclamar muito”.

Para o Banco Central, os resultados no setor externo da economia brasileira nos últimos anos mostram “inquestionável fortalecimento da posição externa do país”, devido aos números da balança comercial (exportações menos importações), das transações correntes (engloba a balança comercial, serviços e rendas e transferências unilaterais) e do ingresso recorde de divisas no país.

“Em resumo, diante de um cenário internacional caracterizado por aumento considerável na incerteza, pela volatilidade dos mercados financeiros e desaceleração da atividade econômica, a melhoria desses indicadores tende a mitigar, embora sem anular por completo, o impacto de eventos externos adversos”, informa documento do BC.


 

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