Porto Velho (RO) sexta-feira, 27 de novembro de 2020
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Chineses estão mais pobres que há quatro anos, diz pesquisa


Agência O Globo PEQUIM - Apesar do desenvolvimento da China, que já ocupa o quarto lugar no ranking das economias mundiais, os chineses estão mais pobres agora do que há quatro anos, segundo pesquisa nacional divulgada nesta terça-feira. Segundo o informe anual sobre desenolvimento, elaborado pela Academia Chinesa de Ciêmcias Sociais, 54% dos entrevistados acreditam que sua renda encontra-se no grupo "baixa" ou média-baixa", enquanto em 2002 apenas 41% se colocavam nesses grupos. Li Peilin, sociólogo da academia estatal e um dos autores do relatório, a evolução mostra que os chineses tomaram consciência do aumento de diferenças entre o setor mais rico do país e o mais pobre. Em 2004, a China superou 0,4% no Coeficiente de Gini, índice que mede as desigualdades entre ricos e pobres (0 é completa igualdade e 1 o máximo de desigualdade). De acordo com este índice, a partir de 0,4% pode haver alarme social e a China, onde ocorreram 85 mil protestos sociais em 2005, tem um coeficiente de 0,47%. Diante desta situação, o governo lançou nos últimos dois anos uma série de campanhas para tentar reduzir a diferença de rendas entre ricos e pobres, especialmente comprogramas de desenvolvimento rural, embora a pesquisa tenha revelado que os chineses não vêem a diferença campo-cidade como uma das mais graves. Em uma lista de grupos sociais, os entrevistados afirmaram que o maior conflito de classe é entre "Líderes e povo". Segundo o autor do relatório, a insatisfação não está crescendo apenas nos grupos sociais de baixa rneda, ams também nas classes média e alta. A China considera que o país tem cerca de 23 milhões de pobres, embora atendendo aos padrões das Nações Unidas (de pessoas que vivem com menos de US$ 1 por dia) esse número se elevaria para 160 milhões, mais de 10% da população. A pesquisa mostra ainda que há uma importante mudança em torno do tema que mais preocupa os cidadãos, já que durante cinco anos o primeiro posto foi ocupado pelo desemprego. Neste ano, o tema que mais tira o sono dos chineses é a seguridade social. Segundo a sondagem, 38% consideraram a falta de uma boa rede de assistência como sua principal preocupação, frente a 32% que elegeram o desemprego.

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