Porto Velho (RO) sábado, 21 de julho de 2018
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Bolívia agora pede ajuda à Petrobras


Agência O GloboRIO, BRASÍLIA e NOVA YORK - Dois meses depois de ter nacionalizado a distribuição de combustíveis e duas semanas depois de ter anunciado uma resolução para controlar o caixa das duas refinarias da Petrobras no país, o governo da Bolívia pediu ajuda à estatal brasileira para tentar acabar com a falta de gasolina em algumas regiões.Segundo fontes, a estatal boliviana YPFB teria cometido algumas falhas no sistema de distribuição de produtos, o que teria provocado a falta de gasolina em algumas regiões, principalmente em Santa Cruz de la Sierra. Para normalizar o fornecimento, a Superintendência de Hidrocarbonetos solicitou a entrega de um volume adicional ao previsto, de mais 1,2 milhão de litros de gasolina.A Petrobras Bolívia explicou que não houve qualquer redução nem na produção, nem na entrega dos volumes requisitados pela YPFB de gasolina. O volume adicional solicitado corresponde ao consumo de dois dias em Santa Cruz. Em julho último a distribuição de combustíveis na Bolívia, que era da Petrobras, passou para a YPFB, conforme o decreto de nacionalização.Mantendo o tom conciliador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que espera chegar a um acordo "em bons termos" nas negociações com a Bolívia. Em entrevista ao programa "Bom Dia Brasil", da TV Globo, Lula revelou que pretende dar peso político às negociações entre os dois países em torno da nacionalização das reservas de petróleo e gás. Ele disse que, após as eleições, ou ele irá a La Paz ou Morales virá a Brasília:- Eu disse: Evo, você não pode ficar com uma espada na cabeça do Brasil porque você tem o gás. Nós também podemos colocar uma espada na tua cabeça porque nós compramos o gás e, se você não vender para nós, vai ser muito difícil vender para alguém. É só olhar a geografia da Bolívia para perceber. O que o presidente Evo tem-me dito é que vamos chegar a um acordo, vamos negociar. Eu acredito nisso - afirmou o presidente. Lula confessou, porém, que gostaria que o Brasil não dependesse tanto do gás boliviano. Ele destacou também que já há vários projetos em discussão em outras áreas que vão beneficiar o país vizinho, como um pólo gás-químico na fronteira entre Brasil e Bolívia.Questionado sobre o discurso dos ministros de Energia da Bolívia, Lula afirmou que há uma discrepância entre o que eles dizem e o que está sendo negociado entre representantes dos dois países:- A história que a gente vê na mesa é uma e a história que a gente vê na imprensa é outra. Ora, eu confio que a Bolívia tem a exata noção da importância do Brasil para a Bolívia - acrescentou.

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