Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

Zoneamento econômico na Amazônia precisa de mais agilidade


 
Agência Brasil

Brasília - O Estado brasileiro precisa criar estímulos para que o zoneamento ecológico econômico dos estados da Amazônia aconteça de forma mais rápida. Essa é a avaliação do secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Hamilton Pereira.

O zoneamento ecológico econômico é o planejamento de quais atividades (agricultura, preservação, habitação) serão desenvolvidas em cada área do território, de modo que a ocupação do espaço aconteça de forma ordenada.

“O Acre já fez [zoneamento territorial], o Amazonas está fazendo, o Pará está começando, há um processo em curso, precisamos agir com rapidez maior, é preciso induzir esse processo por meio de estímulos”, enfatizou o secretário em entrevista à Agência Brasil, após a primeira reunião do seminário que discute a Gestão Ambiental Integrada na Amazônia.

De acordo com Hamilton Pereira, o zoneamento ambiental é fundamental para um crescimento econômico não-predatório. “Ele que poderá conferir equilíbrio e disciplinará intervenção dos fatores econômicos”, explicou Pereira.

O secretário destacou ainda a importância do planejamento nas políticas públicas para a preservação da Amazônia. “Não se resolve o problema do desmatamento exclusivamente com medidas repressivas. É preciso, para fazer cumprir a lei, que o Estado gere alternativas, como uma política de recuperação de pastagens em áreas degradadas.”

A sociedade civil organizada também tem um papel importante em relação às políticas públicas para a Amazônia, na opinião de Hamilton Pereira, que acredita que as organizações civis devem agir de modo a auxiliar e fiscalizar o Estado na aplicação das medidas.

“A sociedade brasileira pode, a partir dos seus movimentos sociais, dos seus sindicatos, das suas cooperativas, das suas associações, interferir, para corrigir, ou evitar os problemas”, disse o secretário falando a respeito de possíveis problemas ambientais que podem ser gerados com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apontados durante o seminário.
 

Gente de OpiniãoSexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Tecnologia e Natureza: estudo brasileiro utiliza sensores de baixo custo para monitorar purificação do ar por plantas

Tecnologia e Natureza: estudo brasileiro utiliza sensores de baixo custo para monitorar purificação do ar por plantas

Um novo estudo publicado no capítulo "Eletrônica Educacional: Uso de sensores para estudo do monitoramento de purificação do ar por plantas" revela

Programa Ecos doa materiais recicláveis à Catanorte

Programa Ecos doa materiais recicláveis à Catanorte

O Programa Ecos, do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/Instituto Fecomércio-RO, realizou a doação de 72 quilos de materiais recicláveis — entre plásticos

Uma Concertação pela Amazônia – Porto Velho promove encontro para debater soluções sustentáveis

Uma Concertação pela Amazônia – Porto Velho promove encontro para debater soluções sustentáveis

Porto Velho será palco de um encontro que propõe diálogo, articulação e construção de caminhos para o futuro da Amazônia. A iniciativa é promovida p

MPF, MPT e DPU debatem impactos climáticos e criação de comitê de bacia do Rio Madeira em Porto Velho (RO)

MPF, MPT e DPU debatem impactos climáticos e criação de comitê de bacia do Rio Madeira em Porto Velho (RO)

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Defensoria Pública da União (DPU) promoveram, na última quarta-feira

Gente de Opinião Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)