Porto Velho (RO) segunda-feira, 24 de setembro de 2018
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Workshop apresenta diagnóstico da cadeia produtiva da mandioca em Rondônia



A Matéria-prima da farinha mais produzida e consumida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, a mandioca e sua cadeia produtiva em Rondônia ganham um diagnóstico que será apresentado na próxima terça-feira, dia 2 de dezembro, das 8h às 12h, no auditório do Sebrae, em Porto Velho. O “Workshop de Validação do Diagnóstico da Mandioca” apresenta o resultado de quatro meses de pesquisa realizada pela Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com Sebrae e a Emater-RO, com apoio da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical.

Intitulado “A Cadeia Agroindustrial da Mandioca em Rondônia: Situação Atual, Desafios e Perspectivas”, o estudo mostra que, apesar de pouco expressiva diante de atividades agropecuárias como café e pecuária, a produção de mandioca no Estado cresceu 165% nos últimos dez anos. 526,4 mil toneladas é a estimativa da safra 2007/2008. O Brasil é o maior produtor mundial de mandioca para a indústria, com área plantada de quase dois milhões de hectares.

A pesquisa realizada junto aos produtores revelou, no entanto, que o índice tecnológico utilizado na produção de mandioca em Rondônia é baixo, resultando em uma também baixa produtividade. “É necessário melhorar o uso e a conservação do solo, aprimorar técnicas de plantio e de manejo e dar acesso a novas alternativas tecnológicas”, afirma Calixto Rosa Neto, técnico da Embrapa Rondônia e coordenador da pesquisa.

Produção familiar

De maneira geral, o cultivo de mandioca no estado de Rondônia é realizado em pequenas propriedades, com mão-de-obra familiar, baixa utilização de insumos e pequena disponibilidade de capital, o que reduz a competitividade no mercado. Boa parte da farinha produzida é beneficiada em pequenas farinheiras existentes nas propriedades.

De acordo com empacotadores-distribuidores e varejistas ouvidos pelos pesquisadores, o mercado prefere importar farinha de outros estados por conta da baixa qualidade do produto disponível em Rondônia. Boa parte da farinha consumida no estado vem da região de Cruzeiro do Sul, no Acre.

Alternativas para aumentar a competitividade

Além de identificar as carências da cadeia produtiva, a pesquisa procura mostrar soluções para aumentar a produtividade e a competitividade do setor. No segmento da produção, uma saída é oferecer cursos de capacitação para o manejo do solo, o controle de pragas, a utilização de variedades adequadas e a realização de plantio e colheita nas épocas corretas.

No segmento de processamento, ou produção da farinha, é necessário substituir máquinas e equipamentos obsoletos. O produtor precisa estar apto a atender aos padrões de qualidade definidos pelos órgãos fiscalizadores e pelo mercado. Também é preciso incentivar a troca de informações entre os produtores e estimular a inserção no mercado local.

Para todas as intervenções sugeridas são indicadas as instituições que devem ser envolvidas, tais como associações cooperativas, órgãos governamentais, empresas de pesquisa, universidades e instituições financeiras. O diagnóstico poderá ser utilizado como documento orientador para a criação de projetos para o setor.

Fonte: Embrapa Rondônia

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