Quarta-feira, 26 de outubro de 2011 - 16h10
A secretaria municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semagric) vem desenvolvendo, desde o ano de 2007, as atividades relacionadas a implementação do abatedouro de jacaré no Lago do Cuniã. O projeto de manejo do jacaré da Reserva Extrativista, fica no distrito de São Carlos, em Porto Velho, desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), com a parceria da prefeitura de Porto Velho, através dos técnicos do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), de acordo com as normas sanitárias exigidas por lei.
O secretário da pasta, José Wildes, explica que o manejo e o controle populacional de jacarés do Lago da Reserva do Cuniã vêm sendo feito desde o ano de 2004 pelo Ibama. Com base nesses estudos é que se define o tamanho, sexo e o número de animais que devem ser abatidos por ano. Esse trabalho vem sendo acompanhado pela Semagric e conta com a parceria do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do Instituto Chico Mendes (ICMBIO).
“Em 2007, o Ibama solicitou à secretaria o acompanhamento do SIM para participar da elaboração desse projeto. O abatedouro iniciou a atividade experimental com 30 animais. Após esse período de adaptação das pessoas da comunidade no serviço de captura, atividades da indústria (manejo pré-abate, abate propriamente dito, cortes da carne, embalagem a vácuo e armazenagem) transporte e implementação da linha de abate, serão abatidos 300 animais (de acordo com a cota definida pelo manejo) até a primeira quinzena de novembro”, relatou.
Ele explica ainda que a equipe do Serviço de Inspeção Municipal de Porto Velho, que é composta por Médicos Veterinários e auxiliares, dará assessoria completa ao empreendimento para que se adequem às normas higiênico-sanitárias exigidas pela legislação (Lei 1449, de 28 de Dezembro de 2001), estimulando o desenvolvimento econômico do empreendimento.
O projeto
Com este projeto será possível o beneficiamento da carne e do couro do Jacaré e a comercialização dos produtos na Reserva e em todo o Município. Wildes reforça que o projeto de manejo do Jacaré é conseqüência de uma preocupação por parte das autoridades e moradores da região, após vários acidentes envolvendo esses animais que vitimaram principalmente crianças.
Foram abatidos 30 jacarés no processo experimental que se deu no período de 1 a 4 de outubro no Frigorífico do Lago do Cuniã. O transporte da carne abatida e embalada sai da Reserva por terra até o Distrito de São Carlos e de São Carlos até o Porto do Cai N’água vai de barco, armazenado em isopor com gelo. Por dia é abatido até 15 jacarés. Essa primeira remessa da carne do jacaré está sendo distribuída como divulgação em restaurantes e há uma articulação com a Semed para inserir na merenda escolar, além do fornecimento para a Santo Antonio Energia.
Fonte: Meiry Santos
Foto: Semagric
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