Domingo, 12 de setembro de 2010 - 17h09
Milhares de brasileiros que moram no Amazonas sofrem com a seca, que em algumas partes do estado é uma das piores da história. Nas regiões mais atingidas, chove abaixo da média há quase um ano.
O nível do Rio Solimões desce 26 centímetros por dia. É a pior seca já registrada na região da Amazônia onde o Brasil faz fronteira com o Peru e a Colômbia. Sete municípios decretaram situação de emergência. Outros 11 estão em alerta nos rios Solimões, Juruá e Purus.
Mais de três mil famílias de comunidades ribeirinhas foram afetadas pela estiagem desse ano. A dona de casa Luciana Pereira, vizinha do Rio Solimões, agora tem que caminhar quase meia-hora para conseguir água para os três filhos. “Duas ou até três semanas sem chover. A gente consome mais água da chuva. Assim fica difícil para a gente”, declara.
Há quase um ano chove menos do que o esperado nas cabeceiras de grandes rios da Amazônia por causa do aquecimento do Oceano Pacífico, o fenômeno conhecido com El Niño. Os rios já estavam com níveis de água muito baixos e, para piorar, a época de seca chegou antes do tempo.
"Algumas localidades onde ainda existem lagos e rios ainda se pode passar com voadeira ou botes, mas nenhuma embarcação com o calado maior que isso", declara o coronel Roberto Rocha, secretário da Defesa Civil no Amazonas.
A principal cidade da região, Tabatinga, está com o porto operando com a metade da capacidade. A situação só deve ser normalizada no mês que vem quando é esperada a temporada de chuvas. A estiagem pode atingir outros municípios ao longo do Rio Amazonas nas próximas semanas.
“Devemos continuar monitorando a calha dos rios, alertando a população, porque há risco de encalhe e há risco de desabastecimento de água em algumas comunidades isoladas”, aponta Marco Antônio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil no Amazonas.
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