Quinta-feira, 23 de abril de 2009 - 06h27
Se for verdadeira, se não houver interferências externas – como sempre tem havido nas questões da Amazônia – cerca de 68 milhões de hectares de terras ocupadas serão regularizados na região. Até 2012, a meta do governo é regularizar quase 300 mil documentos de posse. Pelo menos é o que anuncia o Palácio do Planalto. Mas é bom ter cuidado. A iniciativa do governo federal, que pode beneficiar quase 200 municípios na Amazônia, tem que ser séria e levar em consideração aqueles que estão há anos na terra. Se depender do Incra e das ONGs que defendem os interesses internacionais, terras que são ocupadas há décadas pelos pioneiros podem ser transferidas para grupos de sem terra, aqueles mesmos que invadem uma área, depois a vendem e vão invadir outra. E ainda recebem apoio financeiro do poder central. Há que haver uma fiscalização rigorosa, um acompanhamento muito de perto de todas as bancadas federais dos estados do norte, rezando pela mesma cartilha. Caso contrário, a tão almejada regularização fundiária na Amazônia pode ser o famoso tiro que sai pela culatra. CLIQUE, LEIA E COMENTE A COLUNA DO JORNALISTA DE OPINIÃO SERGIO PIRES.
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