Porto Velho (RO) quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
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Meio Ambiente

PIRARUCU E JATUARANA: Aprenda as técnicas para encher a panela do pobre


 

O Estado de Rondônia será beneficiado com um curso de qualificação profissional sobre as técnicas de criação de pirarucu (Arapaima gigas, SHINZ, 1822) e jatuarana (Brycon sp.), em terra firme e em tanques-rede, é o que afirma Antônio de Almeida Sobrinho, presidente da Empresa Pacaas Engenharia Ltda.

Este curso PISCICULTURA DE ÁGUA DOCE NA AMAZÔNIA que será realizado no período de 15 a 20 de junho de 2009, com carga horária de 24 horas/aula, no Auditório da CEPLAC, no horário de 14h00 às 18h00 min. tem como diferencial dos demais, até  então ministrados nesta região, pelo seu caráter ambientalista, quando procura transformar passivo ambiental em bônus social, através do aproveitamento de áreas improdutivas, imprestáveis, alteradas e/ou degradadas  para serem utilizadas para criação de peixes.

Dentre as várias preocupações que justificaram a realização deste curso, Antônio de Almeida Sobrinho cita como as principais: capacitar um contingente de profissionais que atuam em entidades governamentais e não-governamentais sobre técnicas aquícolas e gerencial sobre criação de peixes em terra firme e em tanques-rede; buscar alternativas através do cooperativo para fortalecer os produtores rurais para produção de pescado, de forma comunitária e, assim, agregar valor ao seu produto; identificar fontes alternativas de recursos financeiros para o fomento da piscicultura em áreas degradadas e oferecer alternativas econômicas para os produtores rurais que têm potencial em suas propriedades para criar peixes.

Antônio de Almeida Sobrinho recorda os primeiros passos percorridos pela piscicultura no então Território Federal de Rondônia, nos idos de 1978, quando aqui chegou para trabalhar na implantação da piscicultura em Rondônia: “Sempre temos falado e documentado por onde passamos que o Estado de Rondônia tem vocação e uma forte inclinação para a piscicultura, com um potencial significativo, constituindo-se, portanto, numa verdadeira malha de rios e igarapés ajustáveis e apropriados para a implementação de projetos de piscicultura. Quando os primeiros colonos chegaram a Rondônia, atraídos por incentivos do Governo Federal, como um NOVO ELDORADO, estes passaram a desmatar e a construir pequenas barragens para atender as necessidades de água para o rebanho bovino.

Hoje, passados três décadas do início da piscicultura em Rondônia, quando a atividade caminha a passos largos para a sua consolidação, a qualificação técnica dos profissionais que atuam no governo e para os que trabalham diretamente ligados no dia-a-dia no campo, necessita de qualificação técnica, uma espécie de uma boa chacoalhada no sentido de se utilizar técnicas inovadoras na produção de alevinos, com alto padrão genético, produzidos com apoio governamental e não-governamental; elevação da qualidade do nível tecnológico da assistência técnica prestada aos produtores, em nível de propriedade rural e/ou piscicultores; verticalização da produção e adoção de tecnologia do pescado compatível com o grau de necessidade do volume de produção do pescado; implementar o cooperativismo pesqueiro como estratégia econômica para reduzir a intermediação da produção e, assim, maximizar lucros.

Como fruto de tecnologia disponível para produção de alevinos da espécie tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1818) a quase totalidade da produção de pescado proveniente da piscicultura, em torno de 98%, é da espécie mencionada.

Neste sentido, o mercado consumidor exige alternativas para atender a demanda do mercado de pescado e as espécies pirarucu e jatuarana são as mais recomendadas e preferidas por este consumidor mais exigente e carente de bons produtos, até por serem produtos nobres, de preferência popular e podendo alcançar excelentes preços no mercado regional e internacional. .

Os interessados em participarem do Curso PISCICULTURA DE ÁGUA DOCE NA AMAZÔNIA façam suas inscrições, através do Site: www.pacaas.com ou através dos Fones: (69) 8111-9492 e 8446-1730.

Fonte: Carlos Oliveira
AI - Pacaas Engenharia Ltda

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