Porto Velho (RO) quinta-feira, 20 de setembro de 2018
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Meio Ambiente

PESQUISADORES MAPEIAM NASCENTE DO RIO AMAZONAS


Foram necess�rios seis dias e cinco noites em meio a um clima in�spito, a 5,6 mil m de altitude, para que a primeira expedi��o cient�fica brasileira consolidasse a localiza��o da nascente do rio Amazonas na cordilheira de Chila, nos Andes do sul do Peru.

Os dados coletados indicam que a principal vertente come�a no Nevado Mismi a partir da Quebrada (c�rrego) Apacheta. Entre a nascente e o oceano Atl�ntico, o curso d'�gua ganha os nomes de Lloqueta, Apurimac, Ene, Tambo, Ucayali, Solim�es e Amazonas.

Segundo os pesquisadores, com esta localiza��o o rio pode chegar a 6.850 km de extens�o, embora seu comprimento possa variar ano a ano com os meandros da plan�cie amaz�nica.

"Atualmente, n�s do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), trabalhamos e testamos a hip�tese que o curso principal formador do Amazonas � a vertente da Quebrada Apacheta. � uma especula��o fundamentada", disse Oton Barros, que integra a Divis�o de Sensoriamento Remoto do Inpe e que participou da expedi��o.

Os trabalhos desenvolvidos pelo pesquisador no local inclu�ram estudos com imagens de sat�lite e modelos de eleva��o digital do terreno gerados com radar orbital.

Dificuldades - Barros destaca como principal dificuldade da miss�o a combina��o de altitude e clima. "� quase como uma miss�o espacial. Ficamos sujeitos � confus�o mental devido ao ar rarefeito".

Os integrantes da expedi��o passaram por um processo de aclimata��o Na cidade de Chivay no dia 23 de maio. Dois dias depois, seguiram em ve�culos 4x4 at� a encosta nordeste da Cordilheira de Chila, a cerca de 5 mil m de altitude, para a montagem do acampamento base 1. Durante sete dias, foram realizadas caminhadas para pontos diferentes da cabeceira do sistema.

Segundo Barros, esta foi a primeira de uma s�rie de expedi��es para avaliar a vaz�o do curso d�gua durante outros per�odos do ano. "O plano � de uma nova expedi��o em setembro, no per�odo de seca".

Outra possibilidade de estudo, que tem o apoio do governo peruano, � a instala��o de PCD's (Plataforma de Coleta de Dados) autom�ticas em diversos pontos para evitar a necessidade de deslocamentos mais freq�entes � regi�o da nascente. "Agora entendo como s�o t�o poucos os estudos deste local, ele n�o � inacess�vel, � inabit�vel", disse o pesquisador do Inpe.Grupo

O grupo foi formado por pesquisadores do Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica, ANA -  Ag�ncia Nacional de �guas e representantes do IGN - Instituto Geogr�fico Nacional do Peru. A expedi��o foi organizada pela RW Cine, dos documentaristas Paula Saldanha e Roberto Werneck.

"Estivemos em 1994 na verdadeira nascente do Amazonas como jornalistas. H� 12 anos, tentamos mobilizar as institui��es brasileiras para corrigir esse erro hist�rico. O Brasil ainda publica mapas que mostram o Amazonas nascendo no norte do Peru e ainda ensinam que � o segundo rio mais longo do mundo", disse Paula.

Pol�mica

A localiza��o da nascente, a cerca de 1 mil km no sentido sul da cabeceira do rio Mara�on, faz com que o rio Amazonas supere o Nilo, com 6.695 km, tamb�m em extens�o.Esta foi a primeira expedi��o � nascente do Amazonas com pesquisadores brasileiros. A National Geographic Society vem realizando pesquisas desde a d�cada de 70, al�m de ter promovido em 2000 uma expedi��o � regi�o em conjunto com a Smithsonian Institution.

Fonte: Ambientebrasil
 
 

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