Porto Velho (RO) quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
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Meio Ambiente

Nordeste: Grande seca deve castigar 25 milhões de pessoas


O que a mídia atualmente vem noticiando sobre a estiagem na região Nordeste do Brasil não denota em nada o que a população deve enfrentar nos meses seguintes. O atual período chuvoso este ano não apresentou nem mesmo 10% da chuva prevista em inúmeros municípios da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, onde mais de 500 municípios já decretaram situação de emergência. Somente na Bahia, até esta terça-feira (15), 236 municípios haviam sido reconhecidos pelo governo com a situação de emergência.

O governo federal, através do moderníssimo e atento Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em nota divulgou dados sobre a estiagem este ano no Nordeste com um tom, no mínimo, sarcástico.

O coordenador de Operações do Cemaden, Carlos Frederico Angeli, explicou que a situação é grave no semiárido nordestino, que deve passar por seca severa este ano. A população da área que deverá ser afetada, conforme estimativa do centro é de mais de 25 milhões, dos quais 7,8 milhões na área rural, distribuídos em 1.100 municípios de toda a região Nordeste.

“Choveu muito pouco no período tradicionalmente úmido”, comenta o coordenador Carlos Frederico Angelis. “Com isso, a região entrará na época seca em situação delicada, com nível baixo nos reservatórios. O pior está por vir. Tudo indica que haverá prejuízos para a população.”

Como um centro tão vangloriado pelo governo federal, “o pagador de promessas”, principalmente do povo nordestino, pode dizer que “Tudo indica que haverá prejuízos para a população”?

Se os mais de 500 municípios já em situação de emergência não significarem prejuízos aos seus moradores, então pra que serve o decreto? Ou esperam por mortes por conta da seca, que certamente ocorrerão este ano?

De monitoramento o Brasil está cheio. Todos os anos e a mesma ladainha com a troca de doutores, profissionais e criação de siglas, mas se no comando de tudo nada muda em ações de sobrevivência, agora no momento caótico da estiagem que caminha para a maior de todos os anos, meses adiante somente a mídia lucrará mostrando a desgraça do sertanejo que perdera tudo com a seca.

Num país em que o morador da cidade que não tem mais água na torneira paga pelo mísero balde de 20 litros do caminhão pipa distribuído pela prefeitura, não há muito que se esperar das demais esperas governamentais.

(Fonte: De Olho No Tempo – Meteorologia)

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