Segunda-feira, 16 de maio de 2011 - 09h39
O deputado Adelino Follador (DEM), disse ontem (15), durante reunião com estudantes de Ariquemes, que o Governo Federal precisa reconhecer a legitimidade dos representantes do povo no Congresso Nacional e nos Legislativos estaduais, em defesa de um Código Florestal que contemple desenvolvimento e sustentabilidade, de modo que sejam preservadas as áreas de matas ciliares, a fauna e definida claramente e com responsabilidade as áreas de reservas legais..png)
Segundo ele, Governo se define com o centro da verdade, e para decidir tenta negociar tudo, de forma que tudo seja feito segundo sua vontade, negando o interesse do povo e a legitimidade de seus representantes. “É o que se depreende da decisão repetida do Governo de barrar a votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados”, disse destacando que a desarmonia entre ambientalistas, incluindo muitas ONGs estrangeiras, e ruralistas, abre um grande espaço para o Palácio do Planalto interferir, negociando perigosamente o voto de quem ousa contrariar seu entendimento (Assista debate da TV Candelária AQUI).
De acordo com Adelino Follador, foram muitas as propostas de modificação feitas ao atual projeto, e no acordo acertado foram revistas o tamanho da reserva de mata ciliar, da reserva legal e outros. No pacote das modificações estão a redução de 30 metros para 7,5 metros da área mínima de preservação ambiental às margens de rios e encostas, a isenção de pequenos produtores rurais de cumprir os percentuais de reserva legal – que não seria mais por propriedades, mas por bacias hidrográficas ou biomas – e a legalização de 90% dos produtores rurais brasileiros.
Conforme explicações do parlamentar, todos têm interesse na preservação ambiental, da floresta, fauna e dos recursos hídricos, e os grandes latifundiários que desmatam sem controle devem, sim, ser chamados à responsabilidade e pagar pelo dano, ser punido exemplarmente. Entretanto, da forma como prescreve o Código Florestal, o vilão do meio ambiente, na verdade, é o pequeno produtor rural, maioria absoluta dos 5,2 milhões de trabalhadores do campo que descumprem as regras do Estatuto.
Follador disse que tem analisado e estudado vários trabalhos e pesquisas realizados na Amazônia sobre o meio ambiente, e feito a comparação ou a ligação com a proposta do novo Código, e por isso crê que o projeto que está nas mãos do deputado Aldo Rabelo, completamente acabado, é o mais viável e contempla tanto a quem produz (o pequeno produtor) quanto a necessária sustentabilidade ambiental. “O que precisamos é votar logo a matéria e acabar com essa novela patrocinada pelo Governo Federal”, disse Follador.
fonte: Cleuber Rodrigues Pereira.
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