Sexta-feira, 10 de outubro de 2008 - 08h40
Luana Lourenço
Agência Brasil
Brasília - Fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) começarão na próxima semana a revisitar as fazendas instaladas no interior da Estação Ecológica da Terra do Meio (PA) para verificar se há ainda criação ilegal de gado na unidade de conservação. A informação é do coordenador de Proteção Ambiental do instituto, Paulo Carneiro.
Após a Operação Boi Pirata, deflagrada em junho pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), cerca de três mil cabeças foram vendidas em leilão e a Justiça determinou que todos os proprietários de fazendas na região retirassem os rebanhos da área até setembro.
O Ministério Público Federal no Pará pediu o levantamento ao ICMBio para que, em caso de descumprimento, a Justiça determine a apreensão imediata e um novo leilão para venda dos chamandos "bois piratas".
"Estamos trabalhando junto com o MPF, já recebemos a recomendação e estamos fazendo esse levantamento", afirmou Carneiro.
O coordenador estima que cerca de 10 mil cabeças de gado irregular ainda são mantidas na estação ecológica. "A informação que temos é que 80% do rebanho que existia nessas 14 propriedades foi retirado, mas ainda restam propriedades que têm rebanho", apontou. De acordo com o Ibama, antes da primeira apreensão, em junho, cerca de 40 mil cabeças de gado ilegal eram criadas na Terra do Meio.
"A maioria do gado que saiu foi para APA [Área de Proteção Ambiental] Triunfo do Xingu, unidade de conservação estadual, que permite uso agropecuário. Mas afirmar que 100% do gado [retirado] está em área legal, a gente não tem como afirmar ainda", ponderou.
A equipe permanente de dez agentes de fiscalização do ICMBio e Ibama será reforçada para o levantamento, adiantou Carneiro. Policiais militares do estado garantirão a segurança dos fiscais nas vistorias. "Duas aeronaves do Ibama serão utilizadas também", acrescentou.
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