Porto Velho (RO) quarta-feira, 18 de setembro de 2019
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Meio Ambiente

Falta pouco para que o IBAMA libere a BR-319


 
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Abelardo Bayma Azevedo, declarou, na quarta-feira (1º), que o licenciamento ambiental dos 406 quilômetros da BR-319 (Manaus-Porto Velho), no Amazonas, só depende da entrega de novos dados sobre o último trecho, solicitadas ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem pela manhã em Brasília, criando o Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal (Macrozee) prevê, entre outras estratégias de logística, a recuperação da BR-319 nos moldes de uma ‘estrada-parque’, numa situação de forte governança porque ela corta a área mais preservada de floresta da região e que requer extremos cuidados.

De acordo com Bayma, foram solicitadas informações complementares ao Dnit sobre o meio biótico, físico e fauna para que o grupo de trabalho conclua a análise, num processo que começou em março de 2009 e ainda não foi concluído. Em julho do ano passado, o Ibama exigiu novos estudos sobre a área de influência da rodovia e o cumprimento de dez condições de proteção, que precisam ser atendidas pelo governo federal e Estados do Amazonas e Rondônia.

“Nós estamos analisando o último trecho agora para que possamos dar o licenciamento definitivo”, informou.

Das dez condições impostas, oito precisam estar concluídas até a emissão da Licença Ambiental, como proteção e implementação das Unidades de Conservação (UCs).

Segundo o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello, cerca de 40% das exigências relacionadas às Ucs foram executadas. O órgão é responsável pela demarcação e futuro monitoramento das 27 unidades de conservação da rodovia, sendo 11 federais, nove no Amazonas e sete em Rondônia.

“Todos os condicionantes colocados estão em curso”, disse Rômulo, para quem o maior temor é que a estrada atraia grande ocupação tornando-se uma ‘espinha de peixe’ e contribuindo para o desmatamento.

Orçada em quase R$ 1 bilhão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra de 680 quilômetros teve um orçamento inicial de R$ 710,2 bilhões. No Amazonas, foram incluídos o trecho entre os quilômetros 198 e 656, orçados em R$ 359,7 milhões até dezembro deste ano e R$ 177,5 milhões a partir do próximo ano. Apenas os trabalhos em 52 quilômetros estão em execução, entre o km-198 e 250.

Fonte: Amazonia.org.  com informações de D24 - AM
 


 

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