Segunda-feira, 22 de outubro de 2007 - 15h45
Rondônia possui área plantada de cerca de 170 mil hectares com café conilon que é utilizado para café solúvel e em formação de blend. Boa parte desta área é formada por cafezais com mais de dez anos, consideradas lavouras antigas com baixa produtividade. Quando a planta de café atinge uma idade, sem um manejo adequado, a atividade se torna inviável economicamente. Entretanto, estas lavouras podem ser recuperadas com uso de poda, recepa e adubação.
Adotando a prática da poda corretamente, diz o engenheiro agrônomo da Embrapa Rondônia, João Maria Diocleciano, o produtor estará estimulando a renovação dos ramos produtivos, promovendo a entrada da luz, arejamento e facilitando o controle de pragas e doenças bem como a colheita, enfatizando que está prática deverá feitas também em cafezais novos. A Embrapa também recomenda a recepa, que consiste no corte drástico, deixando apenas o troco, para renovar completamente a planta nas lavouras antigas. Além disso, salienta João Maria, o cafeicultor deverá adubação visando fornecer os nutrientes exigidos pelas plantas.
Estudo realizados pelo pesquisador da Embrapa Rondônia, Samuel Magalhães, da área de sócioeconomia tem atestado o retorno econômico proporcionado por estas técnicas. A condução da lavoura com poda e adubação adequada contribuiu para o aumento da renda do cafeicultor.
A planta de café conilon é um arbusto de porte alto, com vários caules sendo capaz de provocar fechamento podendo causar prejuízos a produção devido a infestação de pragas e doenças, em razão da dificuldade no controle, maturação desuniforme, e principalmente dificuldade na hora da colheita aumentando consideravelmente os custos de produção e dificuldade nos tratos culturais, tendendo a produzir café de má qualidade.
Embrapa Rondônia - Daniela Garcia Collares (MTb/114/01 RR)
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