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ECONOMIA: Safra de feijão vai injetar R$ 210 milhões



Aos preços praticados hoje no varejo, a próxima safra de feijão de Rondônia vai significar uma injeção de R$ 210 milhões na economia a partir de abril, quando começa a colheita. A estimativa é da Secretaria de Estado da Agricultura, Produção e do Desenvolvimento Econômico e Social (Seapes) após a conclusão dos trabalhos de distribuição de 300 000 quilos de sementes selecionadas, equivalentes a 10 carretas, para agricultores de todos os 52 municípios, dentro do Programa Semear, administrado pela secretaria.

"Trabalhamos com a expectativa de uma safra superior a 42 000 toneladas, o que equivale a um valor agregado de até R$ 210 milhões que deve circular na economia local, quando se considera o preço atualmente praticado no varejo, de cerca de cinco reais o quilo", afirmou Evaldo de Lima, chefe de gabinete da Seapes, que representou o titular da pasta, Marco Antonio Petisco, na maratona de visitas aos municípios para a distribuição das sementes a cerca de 15 000 produtores, trabalho que foi liderado pelo vice-governador, João Cahulla.

Segundo Evaldo, a produção da leguminosa deve aumentar 15,4% em relação à última safra, saltando de 36 600 para 42 200 toneladas, e boa parte deste crescimento deve-se ao sucesso do Programa Semear, uma iniciativa que busca as variedades melhor adaptadas às condições climáticas e de solo do Estado.

Por conta de uma peculiaridade do feijão, que não pode ser armazenado por muito tempo em supermercados, boa parte da safra rondoniense é adquirida por compradores de Manaus (AM), Rio Branco (AC) e até de capitais do Nordeste, porém, como o consumo per capita situa-se em torno de 15 kg/ano, a safra de Rondônia é suficiente para atender ao consumo interno e ainda gera o excedente para exportação.

"A eventual importação do produto é devida a uma conveniência comercial entre cerealistas, atacadistas e dono de supermercados, porém, o fato é que nossa produção nos permite obter receitas extras com a safra 2008, recursos que, no total, equivalem a uma vez e meia a arrecadação recorde do ICMS, registrada em janeiro deste ano", finaliza Evaldo de Lima.

Fonte: Decom

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