Sexta-feira, 25 de janeiro de 2008 - 08h11
O governo vai punir empresas que comprarem matéria-prima e insumos provenientes de propriedades sob embargo na Amazônia. A medida vai atingir, entre outras, as siderúrgicas, que consomem carvão vegetal, esmagadoras de soja e os frigoríficos.
Todos os agentes econômicos agora são obrigados a verificar a legalidade de origem de produtos procedentes da área. Essa decisão foi tomada em vista dos sinais de que o desmatamento aumentou com o retardamento da estação de chuvas na região. Há suspeita de que as árvores foram derrubadas para expansão do plantio da soja e da formação de pastagens para boiadas. O alerta foi dado por um dos sistemas de monitoramento da floresta com imagens de satélites, conforme explicou Gilberto Câmara, presidente do Inpe.
A alta de commodities como a soja fez subir o preço da terra no sul e no sudeste, explica dirigente da ONG "Amigos da Terra". Roberto Esmeraldi falou que, por essa razão, os pecuaristas foram obrigados a deslocar rebanhos para a região amazônica. O Ministério do Meio Ambiente publica hoje portaria regulamentando pontos do decreto, de 21 de dezembro passado, que disciplina a matéria. O texto traz a relação dos 19 municípios de Mato Grosso, 12 do Pará, quatro de Rondônia e um do Amazonas que são os campeões do desmatamento.
Os fiscais do Ibama perderam o poder discricionário nas autuações e agora são obrigados a embargar todas as propriedades que tenham desmatamento ilegal. O proprietário que descumprir a legislação e continuar produzindo na área embargada sofrerá sanções e vai ter dificuldades para vender a produção e os agentes de financiamento agrícola estão proibidos de dar crédito para agricultores sob embargo, inclusive aqueles atendidos pelo Pronaf.
O Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, anunciou processo que vai responsabilizar o agronegócio. Já o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes ,que participou da reunião no Palácio do Planalto com o presidente Lula, defendeu as medidas adotadas ontem e afirmou que a expansão da agricultura e do agronegócio não precisa desmatsr a Amazônia.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lamentou que o mundo ainda prefira trocar a floresta por áreas de pastagens ou para o plantio de grãos e garantiu que a falta de um modelo global de desenvolvimento com proteção ao meio ambiente é a grande ameaça à Amazônia. Marina Silva vai se reunir hoje com dirigentes do INCRA para discutir medidas de maior controle sobre as propriedades agrícolas e deve estipular um prazo para que os proprietários na Amazônia façam um cadastro que permita o monitoramento por satélite de suas terras.
Fonte: Jovem Pam
Domingo, 25 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia
Um canto incomum ouvido na Serra do Divisor, no estado do Acre, na fronteira com o Peru, levou o biólogo e ilustrador Fernando Igor de Godoy, doutor

A Ecoporé, instituição com 37 anos de história em Rondônia, e o Bloco Pirarucu do Madeira uniram forças em uma ação que redefine a relação entre as

Pesquisadores de Porto Velho-RO apresentam solução inovadora para reaproveitar água de ar-condicionado em prédios públicos, promovendo sustentabilid
Domingo, 25 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)