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Meio Ambiente

Deputados pedem envio de forças federais ao Pará para evitar confronto do MST



A Subcomissão de Intermediação de Conflitos Agrários da Câmara dos Deputados pediu ontem (15) ao ministro Tarso Genro (Justiça) o envio de forças federais a Eldorado dos Carajás (PA). A Força Nacional de Segurança e a Polícia Federal são subordinadas ao ministro.

O objetivo da subcomissão é evitar possíveis protestos do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) amanhã para lembrar os 13 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, que resultou na morte de 19 sem-terra.

O Ministério da Justiça confirmou o recebimento do ofício e explicou que o pedido de envio da Força Nacional de Segurança só pode ser feito pelos governadores, responsáveis pela segurança pública nos Estados.

Os sem-terra realizam desde o início do mês a jornada nacional de luta pela reforma agrária. Até ontem, foram realizadas ações em oito Estados e no Distrito Federal. As manifestações terminam amanhã, no aniversário do massacre.

O ofício encaminhado a Tarso é assinado pelos deputados Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA), presidente da subcomissão; Moreira Mendes (PPS-RO), relator, e Abelardo Lupion (DEM-PR).

Mendes disse à Folha Online que os parlamentares receberam denúncias de que os sem-terra estão preparando um confronto em Eldorado dos Carajás. Por isso, solicitaram o reforço policial.

"O MST está perdendo a credibilidade e precisar criar um fato novo. Pedimos que fosse deslocada uma equipe para Carajás para prevenir possíveis confrontos", afirmou Mendes, que ainda não recebeu resposta do ministro.

Segundo Mendes, há informações de que os sem-terra estão "fortemente armados" no Pará.

"Diante deste quadro preocupante e considerando que estes militantes estão fortemente armados, conforme boletins de ocorrência registrados em delegacias de conflitos agrários, é de se supor que haverá atos de violência explícita", dizem os deputados no ofício.

A reportagem não localizou nenhum representante do MST para confirmar as suspeitas dos deputados. No Pará, o movimento está reunido em Belém (PA) e na curva do "S", na rodovia PA-150, local exato do massacre.

Cópia do ofício também foi enviada aos ministros Nelson Jobim (Defesa) e Dilma Rousseff (Casa Civil), ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, à governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), e ao secretário de Segurança Pública do Pará, Geraldo José de Araújo.

Fonte: Folha Online

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