Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014 - 11h07
Andreia Verdélio
Agência Brasil
A Defesa Civil de Porto Velho, em Rondônia, espera que o nível de água do Rio Madeira continue subindo nos próximos dias. A prefeitura do município decretou estado de calamidade pública, para agilizar liberação de recursos federais para a capital. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Porto Velho, coronel José Pimentel, o nível do Rio Madeira permanece em 18,6 metros, mas a situação tende a piorar nos próximos dias, já que há previsão de mais chuvas nos rios da Bolívia e do Peru. A expectativa é que as águas do rio cheguem a 19,13 metros , segundo o coronel. “Consideramos uma situação extrema. Em função desse cenário, continuamos na fase de socorro e assistência às famílias.”
Segundo a prefeitura de Porto Velho, no setor público o prejuízo provocado pela enchente do Rio Madeira já está em torno de R$ 155 milhões, enquanto que no privado está acima de R$ 300 milhões. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil já havia reconhecido no dia 19, por procedimento sumário, a situação de emergência do estado de Rondônia.
Em Porto Velho (RO), após dois dias de paralisação, o cais flutuante do Porto Organizado de Porto Velho voltou a funcionar, garantindo o escoamento de grãos. As operações haviam sido interrompidas na terça-feira (25) em razão da cheia do Rio Madeira, cujo cais estava sob risco de não suportar a força da correnteza.
O escoamento é realizado pela Hidrovia do Madeira que transporta os grãos até Itacoatiara (AM). Segundo o governo do estado, caso a interdição permanecesse no porto de Rondônia, a descarga teria que ser remanejada para os portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP), por via rodoviária. Três dias a mais de viagem, quando comparado a Rondônia, e custo de frete três vezes maior.
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