Porto Velho (RO) quinta-feira, 20 de setembro de 2018
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Meio Ambiente

Crise afeta a compra de castanha em Xapuri


 

Raimari Cardoso

A Cooperativa Agroextrativista de Xapuri - Caex - deve reduzir pela metade a compra de castanha na atual safra, de acordo com previsão do presidente da entidade, Luís Íris de Carvalho, o Licurgo, que atribui o freio à crise econômica mundial.

Segundo Licurgo, em razão do preço da castanha ser determinado por empresas compradoras internacionais, a Caex sente os reflexos da tormenta que toma conta dos mercados.  Atualmente, a lata de 10 kg da castanha está sendo negociada ao preço de R$ 8 em Xapuri, quase a metade do valor máximo alcançado no ano passado, que foi de R$ 14.

Pouco atraente, o preço faz com que os extrativistas estoquem o produto à espera de uma alta futura.  Até o momento, a Caex efetuou a compra de menos da metade do volume de castanha negociado no ano passado até o mês de janeiro, que foi de 10 mil latas de castanha de 10 kg.

Durante o ano de 2008, foram beneficiadas na usina Chico Mendes, em Xapuri, 120 mil latas do produto.  Neste ano, a previsão é de que esse número caia bastante e não há expectativa para uma melhora substancial nos preços que ora estão sendo oferecidos ao produtor.

A aquisição de borracha, outro pilar da economia extrativista do Acre, também é inexpressiva pela Caex, que divide o que sobra da produção que é absorvida pela fábrica de preservativos Natex com outros compradores de igual ou maior “poderio” de compra.

Criada no bojo da luta liderada por Chico Mendes como alternativa de valorização para os produtos extrativistas e eliminar do processo a figura indesejável do atravessador, a Cooperativa de Xapuri não precisou esperar a chegada da crise mundial para ir à beira da bancarrota.

A verdade é que faz bastante tempo que as energias da Caex foram minadas por administrações que não seguiram à risca as recomendações do seringueiro famoso.  Muita gente se beneficiou de forma pessoal deixando o maior interessado, o extrativista, como diz o velho ditado, “cheirando a vara do Batista”.

Fonte: A Tribuna

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