Sexta-feira, 15 de junho de 2012 - 06h31

A Rio + 20, a Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável paralelo a Cúpula dos Povos, na cidade do Rio de Janeiro, foi o palco escolhido por integrantes do Consórcio Garah Itxa Juntos pela Floresta para o lançamento do Corredor Tupi Mondé. O lançamento será nesta sexta-feira, 15 pela manhã na Tenda E (Chico Science), montada no Aterro do Flamengo.
O estudo sobre o Corredor Etnoambiental Tupi Mondé foi realizado pelo Consórcio Garah Itxa, que reúne como parceiros a USAID, Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, a Fundação Moore, IIEB - Instituto Internacional de Educação do Brasil, Amigos da Terra da Suécia, CSF - Conservação estratégica do Brasil, ECAM – equipe de conservação da Amazônia, COIAB, GTA, SEDAM além das associações indígenas Metareilá do Povo Indígena Suruí, Associação do povo indígena Zoró, Gavião, Arara e Cinta Larga.
“Foi definido o mapa de influência do corredor etnoambiental Tupi Mondé, uma área de rica biodiversidade, com espécies raras catalogadas e de suma importância para o meio ambiente”, ressaltou Ivaneide Bandeira, membro do conselho deliberativo da Kanindé, que atua diretamente nos projetos. As associações também participam das pesquisas de diagnostico etnoambiental participativo sob o comando da Kanindé, especialista no assunto. Israel Vale, coordenador da entidade é biólogo, responsável pelas pesquisas e explica que “é preciso preservar essa riqueza tanto biológica quanto cultural. É um conhecimento que vai servir para toda a humanidade”. Os estudos nas Terras Indigenas 7 de setembro e Igarapé Lourdes foram os primeiros a serem concluídos.
Os dois livros finalizados pelos indígena Chicoepab Suruí e Ueliton Gavião, respectivamente, serão lançados durante a Rio +20, explicou o cacique Josias Gavião. O cacique é um dos palestrantes durante a cerimônia de lançamento, que também contará com as presenças das lideranças indígenas Almir Suruí, Agnaldo Zoró, Marcelo Cinta Larga, Pedro Arara, além de Marcos Apurinã, coordenador geral da COIAB e a pesquisadora Ivaneide Bandeira.
O que é o corredor Tupi Mondé
O corredor Etnoambiental Tupi Mondé é constituído por cinco povos indígenas do tronco indígena Tupi falantes da família Mondé. Fazem parte: Surui (Paiter), Paderej (Cinta Larga), Ikolen (Gavião), Pangyej (Zoró) e Karo (Arara) falantes do Rama Rama. São aproximadamente quatro mil pessoas que vivem nos territórios indígenas (veja o mapa) Terra Indígena Sete de setembro (RO e MT), Terra Indígena Zoró (MT), Terra Indígena Serra Morena (MT), Terra Indígena Aripuanã (MT), terra Indígena Roosevelt (RO), Terra Indígena Igarapé Lourdes (RO). Fazem parte do bloco de terras contínuas 3.522.754 milhões de hectares.
Segundo Marcos Apurinã, coordenador geral da COIAB, essas são práticas que garantem o protagonismo dos povos indígenas amazônicos. O corredor Tupi Mondé tem como objetivo fortalecer os povos indígenas e suas organizações para que haja uma conservação real do território, reformulando o conceito dos corredores biológicos e a sua transformação em corredores Etnoambientais que diretamente incorporam as ações do povo indígena na conservação, ressalta Almir Suruí, líder Paiter.
Fonte: Kanidé
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