Sábado, 7 de março de 2009 - 06h30
Paulenir Constancio
O Conselho Nacional de Meio Ambiente, Conama, pode aprovar na próxima semana resolução para pôr fim a controvérsias antigas, disciplinando a fiscalização e inspeção no setor madeireiro. As equipes do Ibama, encarregadas de fiscalizar a exploração, o transporte e industrialização de produtos da floresta na Amazônia, já reivindicam a medida há algum tempo. Ela vai dirimir as dúvidas sobre os produtos, sua nomenclatura e rendimento de processos passíveis de ser fiscalizados. A resolução anterior não estabelecia limites federais precisos de rendimento, permitindo a "legalização de madeira ilegal" dentro de padrões estaduais de aproveitamento.
Caso seja aprovada, a resolução trará "um ganho ambiental expressivo", avalia o coordenador de Gestão de Recursos Florestais, do Ibama, José Humberto Chaves. Isso porque, o que os fiscais chamam no jargão técnico de "coeficiente de conversão volumétrica", que nada mais é do que a capacidade de aproveitamento industrial das toras de madeira extraídas da floresta, é aplicada diferentemente em cada estado.
No Pará, por exemplo, onde a legislação estadual permite 65% de rendimento no processo industrial, a possibilidade é de que 20 % da madeira que chega ao mercado possa ter origem em extração ilegal, já que estudos recentes demonstram que o potencial de aproveitamento não passa de 45%. Com a resolução aprovada, o Ibama espera fechar a porta para possíveis fraudes, inviabilizando a derrubada irregular passível de ser legalizada no processo de aproveitamento para se chegar ao percentual que a lei autoriza.
A resolução poderá também inibir fraudes no transporte de madeira. É que o nome que cada estado dá a madeira beneficiada acaba dificultando a inspeção das cargas. O caibro, madeira beneficiada para o uso em telhados, por exemplo, é chamado no Amapá de "perna manca" e pode apresentar medidas diferenciadas, dificultando o trabalho dos fiscais. A intenção é criar um sistema de controle que permita a agilidade na ação fiscalizatória., evitando-se que uma prancha de madeira, muito mais volumosa, possa passar por uma simples tábua no transporte. O Conama se reúne dos dias 11 (quarta) e 12 (quinta) para apreciar a matéria.
Sábado, 14 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença da Justiça Federal em Rondônia que condenou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a

Prefeitura organiza comitê de enfrentamento a crises climáticas em Porto Velho
A Prefeitura de Porto Velho realizou reunião nesta sexta-feira (6), para dar andamento a criação do Comitê de Crise Hídrica e Monitoramento de Event

A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia
Um canto incomum ouvido na Serra do Divisor, no estado do Acre, na fronteira com o Peru, levou o biólogo e ilustrador Fernando Igor de Godoy, doutor
Sábado, 14 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)