Porto Velho (RO) quarta-feira, 8 de abril de 2020
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Meio Ambiente

Chuvas deixam 2 municípios em estado de emergência


Amanda Mota 
Agência Brasil


Manaus - Os municípios de Jordão e de Marechal Thaumaturgo, no oeste do Acre, continuam em estado de emergência após as fortes chuvas que caíram na região na semana passada. Segundo a Defesa Civil, os Rios Tarauacá e Juruá, que passam pelas cidades, estão no pico das cheias, o que provocou enchentes.

No sábado (12), mais de 75% das residências de Jordão e 20% de Marechal Thaumaturgo foram inundadas. Segundo o diretor de Operações da Defesa Civil acreana, capitão Carlos Batista, algumas casas foram destruídas pela força das águas e que parte da população atingida teve de ser removida.

Até o momento, cerca de 300 pessoas permanecem nos abrigos públicos providenciados em Marechal Thaumaturgo. Em Jordão, os desabrigados conseguiram voltar para casa ontem (15) e hoje (16). Os dados completos sobre os impactos das chuvas no local ainda estão sendo organizados.

Para Batista, a normalização da situação dependerá do comportamento da natureza nos próximos dias. “Não temos como afirmar precisamente quando tudo vai voltar à normalidade, já que as chuvas continuam. Mas a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, as prefeituras e o governo estadual estão unidos para trazer o mais breve possível a normalidade e segurança para essa população”, ressaltou o capitão.

Segundo o capitão, a Defesa Civil está trabalhando para amenizar os efeitos dos problemas. "Agora estamos tentando suprir toda a carência de alimentação, saúde e outras necessidades, como o fornecimento de combustível para comunidades ribeirinhas”, afirmou.

Em Jordão, vivem 6 mil pessoas. Marechal Thaumaturgo tem 12 mil habitantes. A distância entre os municípios é de aproximadamente 60 quilômetros. Nesta época do ano, período de chuvas na região, o melhor acesso ao local ocorre por via aérea, já que as estradas ficam totalmente alagadas e, por rio, seriam necessários quase 30 dias de navegação.

A Defesa Civil alegou ainda que não há necessidade de pedir reforços do governo federal, como em São Paulo. "Toda ajuda é bem-vinda, mas, por enquanto, não tivemos necessidade de pedir apoio externo. Estamos otimistas em resolver o problema brevemente com nossos próprios recursos, até porque o nível das águas já baixou dez centímetros do dia 12 para cá", complementou.

De acordo com o setor de meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) em Rondônia, a tendência para os próximos dias é que haja redução do volume de chuvas no oeste do Acre.

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