Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

CARTA DE RONDÔNIA


A comunidade regional e internacional reunida no plenário do auditório da Universidade Luterana do Brasil - Ulbra em Porto Velho, Rondônia, resolve propor aos organismos nacionais e internacionais medidas urgentes e mitigatórias visando aplacar o aquecimento global, longamente combatido no painel do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas -IPCC, e no relatório de desenvolvimento humano global do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, dentro das metas do milênio.

Rondônia que está no epicentro da questão energética e ambiental do planeta, às vésperas do leilão da primeira usina hidrelétrica do Rio Madeira, o maior afluente do Amazonas, reunindo Ongs, estudantes, empresários e agentes públicos, dentro da política de uma construção verde, deseja mostrar ao Brasil e ao mundo a sua preocupação com a sustentabilidade ambiental.

Afinados com as novas tendências mundiais, a plenária que está discutindo o tema do turismo sustentável como fator de integração latino-americana, os reflexos das plantações para composição do Biodiesel e etanol, o PAC, o gasoduto de Urucu e a instalação das Usinas hidrelétricas do Rio Madeira, demonstra total coerência ao apelar para os formadores de opinião e a mídia que repercutam o brado da população local da Amazônia sustentável contra o aquecimento global, firmando a posição que não abrirá mão de sua soberania ambiental, mas que, o mesmo tempo, tem direito a melhoria do desenvolvimento humano, havendo pois que se discutir, cada vez mais, os investimentos sustentáveis na região.

O WWF-Brasil alerta para as graves conseqüências do aquecimento global e do desmatamento sobre a Amazônia. De acordo com uma revisão de artigos científicos sobre o assunto, as mudanças climáticas poderiam transformar a maior parte da floresta Amazônica em Cerrado, resultando em enormes impactos sobre a biodiversidade e o clima do planeta. "Estamos correndo sérios riscos de perder boa parte da maior floresta tropical do mundo, pois, com um aquecimento de alguns graus, o processo de desertificação será irreversível", afirma Carlos Nobre, cientista do INPE e Presidente do Programa Internacional de Geosfera e Biosfera (IGBP - International Geophere-Biosphere Program).

Assim, as populações tradicionais, preocupadas com o crescimento das especulações causadas pelos grandes projetos que o PAC – Plano de aceleração de crescimento projetou para a amazônia, em especial para a área compreendida entre o sul do Estado do Amazonas, Rondônia e Acre, que já está produzindo o fenômeno do desenvolvimento, com aumento de investimentos nos setores da construção civil, industria e comércio, está lançando um grave alerta: esta importante parcela do povo amazônico brasileiro e internacional afirma no acalorado debate desenvolvido no Seminário Internacional de sustentabilidade, que não se omitirá diante da avalanche de problemas sócio - ambientais que hoje recaem sobre o imenso território verde da amazônia e compromete os ganhadores do leilão para que, a execução das usinas do Rio madeira, supostamente uma das dez maiores obras em construção hoje no planeta, assumam as responsabilidades compensatórias como prevêem os acordos para licenciamento ambiental prévio do complexo energético que ora se instala em Rondônia. Os dois lados da questão, tanto ambientalistas quanto desenvolvimentistas concordam em um ponto: é preciso que as políticas públicas para questão ambiental na amazônia, leve em consideração as peculiaridades locais, com seus sabores, cores e particularidades, pois vindo apenas de gabinetes refrigerados da distante brasília, com certeza não contemplará nem gregos nem troianos e o patrimônio cultural, ambiental, humano e material é altíssimo.

Além disso, considerando os níveis de demanda de energia necessária ao suporte do desenvolvimento em nosso estado, bem como a redução dos níveis de emissão de gases decorrente da queima de derivados de petróleo, exigimos que o gasoduto Urucu-Porto Velho passe a ter prioridade frente aos demais empreendimentos.

Fonte: Alex Sakai

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Prefeitura de Porto Velho registra avistamento de onça-parda em área urbana e intensifica monitoramento no Parque Circuito

Prefeitura de Porto Velho registra avistamento de onça-parda em área urbana e intensifica monitoramento no Parque Circuito

A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia

Um canto incomum ouvido na Serra do Divisor, no estado do Acre, na fronteira com o Peru, levou o biólogo e ilustrador Fernando Igor de Godoy, doutor

“Vou estudar debaixo da árvore que plantei”: criança traduz o propósito do plantio que mira um Carnaval de carbono neutro

“Vou estudar debaixo da árvore que plantei”: criança traduz o propósito do plantio que mira um Carnaval de carbono neutro

A Ecoporé, instituição com 37 anos de história em Rondônia, e o Bloco Pirarucu do Madeira uniram forças em uma ação que redefine a relação entre as

De Rejeito a Recurso: Estudo sobre a Viabilidade do Condensado de Ar-Condicionado em Água Reutilizável

De Rejeito a Recurso: Estudo sobre a Viabilidade do Condensado de Ar-Condicionado em Água Reutilizável

Pesquisadores de Porto Velho-RO apresentam solução inovadora para reaproveitar água de ar-condicionado em prédios públicos, promovendo sustentabilid

Gente de Opinião Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)