Quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 - 15h59
Manchas de óleo diesel já teriam se dispersado pelo Rio Purus. Acidente com barco derramou 25 mil litros do combustível
Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo
A mancha de mais de 300 quilômetros de óleo diesel formada pelo derramamento do combustível no Rio Purus já está desaparecendo, segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) do Acre. Em sobrevôo realizado nesta quarta-feira (21), técnicos afirmaram que o óleo já se dissipou na água, e há poucas manchas.
O acidente ocorreu na última sexta-feira (16), em local próximo à cidade de Santa Rosa do Purus, na divisa com o Peru. O óleo seguiu rio abaixo, percorrendo mais de 300 km até local próximo à cidade de Manuel Urbano.
Segundo a Sema, não há risco de que a contaminação atrapalhe a captação de água da cidade, e também não foi detectada a morte de peixes. A assessoria do órgão também informou que não foi necessário utilizar espumas para conter o avanço do óleo, como planejava a equipe técnica enviada ao local na última segunda-feira (20).
O prefeito de Santa Rosa do Purus, José Barbosa da Silva, avalia que o derramamento não atingiu toda a extensão do rio. As manchas estavam concentradas no meio do leito, afirma.
Energia a óleo
A embarcação que se acidentou estava a serviço da Eletroacre, que fornece o combustível a uma usina de óleo diesel de Santa Rosa do Purus. Segundo relatório divulgado pelo Governo do Acre, a embarcação não tinha autorização para o transporte do material.
O Globo Amazônia entrou em contato com a Eletroacre, que anunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, a criação de uma comissão interna para apurar as causas do acidente. A empresa acrescentou que não se pronunciará sobre o caso antes que se chegue a alguma conclusão.
De acordo com Ricardo Xavier, engenheiro da Eletroacre, Santa Rosa do Purus é uma das 11 cidades no estado que utiliza usinas movidas a diesel para gerar energia. Por ano, o estado consome cerca de 38 milhões de combustível na atividade.
Fonte: GLOBO AMAZÔNIA
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