Terça-feira, 24 de março de 2009 - 17h29
Pesquisadores do Inpa vão propor aos órgãos ambientais uma classificação específica para a água da bacia amazônica, que respeite as características regionais. Classificação atual é baseada em rios do Sul e Sudeste
Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA
[Hillândia Brandão da Cunha alerta que modelos de classificação existentes são baseados nos rios do Sul e do Sudeste]
Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) vão propor aos órgãos ambientais um tipo de classificação específico para a água da bacia amazônica e que respeite as características regionais.
Segundo a chefe do Departamento de Clima e Recursos Hídricos do Inpa, Hillândia Brandão da Cunha, os modelos formulados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) são baseados em características dos rios do Sul e do Sudeste e não poderiam ser aplicados para a região amazônica.
Um exemplo da discrepância refere-se ao cálculo do PH (acidez natural) da água. Enquanto pela resolução do Conama um PH natural varia entre 6 e 7, o PH das águas da bacia do rio Negro são em média 3,5 e 5. Um modelo mal aplicado poderia provocar distorções, como é o caso do Igarapé do 40. Segundo Hillândia, o 40 tem o nível de PH 6. Pelo parâmetro do Conama poderia ser considerado limpo, mas ela salienta que o igarapé está poluído e degradado.
“A resolução do Conama foge das nossas características. Um PH ideal de 6 a 9 poderia ser classificado de água classe 1, de recreação ou para consumo. Mas sabemos que nossos igarapés estão totalmente modificados, degradados. Por isso a gente propõe um novo tipo de classificação”, disse.
A proposta ainda está em fase inicial e deve ser apresentada a órgãos ambientais do governo do Estado e do Governo Federal.
Segundo Hillândia, também pode ser transformado em legislação ambiental no âmbito municipal e estadual. Ela lembra que a Lei 712 de 2001, que disciplina a política estadual do Estado do Amazonas ainda não foi implementada por falta de estudo e um dos motivos é a ausência de um modelo de classificação da água da região.
A idéia dos pesquisadores do Inpa é estudar “sítios amostrais” de 15 rios da bacia amazônica no Estado do Amazonas e Pará, entre eles o Solimões, Javari, Içá, Jutaí, Juruá, Japurá, Solimões, Purus e Uatumã. Entre os objetivos do projeto estão avaliar as características físicas, químicas e biológicas de diferentes tipos de rios, elaborar um banco de dados hidroquímicos dos rios da bacia amazônica, estabelecer limites de variação para os parâmetros avaliados e comparar padrões.
Foto: Juca Queiroz/A Crítica
Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia
Um canto incomum ouvido na Serra do Divisor, no estado do Acre, na fronteira com o Peru, levou o biólogo e ilustrador Fernando Igor de Godoy, doutor

A Ecoporé, instituição com 37 anos de história em Rondônia, e o Bloco Pirarucu do Madeira uniram forças em uma ação que redefine a relação entre as

Pesquisadores de Porto Velho-RO apresentam solução inovadora para reaproveitar água de ar-condicionado em prédios públicos, promovendo sustentabilid
Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)