Porto Velho (RO) segunda-feira, 3 de agosto de 2020
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ADVOGADO DA EMPRESA DIZ, "A VALE NÃO É A RESPONSÁVEL POR BRUMADINHO E DIRETORIA NÃO SE AFASTARÁ"


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Um dos mais importantes advogados da Vale, Sergio Bermudes, apresentou de público a visão da companha sobre o crime de Brumadinho: a companhia não é responsável pelo rompimento da barragem e a direção da empresa não se afastará de seu comando "em hipótese alguma". De acordo com reportagem da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.São Paulo, o advogado afirmou que "a Vale não enxerga razões determinantes de sua responsabilidade. Não houve negligência, imprudência, imperícia".

"Por que uma barragem se rompe? São vários os fatores, e eles agora vão ser objeto de considerações de ordem técnica". Para o advogado, tudo tratou-se de sorte e azar: "um caso fortuito cujas causas ainda não foram identificadas".

 O rompimento da barragem da empresa em Brumadinho aconteceu na sexta-feira (25) e já são 60 mortos e quase 300 desaparecidos, além de um mar de rejeitos da mineradora que devastaram a cidade.

A declaração foi uma reação à sugestão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que defendeu no domingo (27) o "afastamento cautelar" e "urgente" de toda a diretoria da empresa.

O advogado descartou possibilidade de renúncia da diretoria tar seus diretores, pois a renúncia, segundo ele,  "não ajudaria a companhia, perturbaria a continuidade das medidas que ela, do modo mais louvável, está tomando". Para ele, "não cabe renúncia pois não se identificou dolo e muito menos culpa" dos executivos da Vale.

Para o advogado, as criticas do senador Renan Calheiros são uma tentativa "pecaminosa de capitalizar em cima da tragédia".

Ao comentar as declarações da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o advogado da Vale baixou o tom. Dodge disse que "certamente há um culpado" pelo acidente e que os executivos da empresa podem ser responsabilizados.

Bermudes disse que a afirmação "é precipitada". "Não é só a procuradora que quer apurar o que ocorreu. Todos nós queremos. Mas não há necessariamente um culpado, não há necessariamente culpa. Ou não haveria casos fortuitos ou ocasionados por motivos de força maior", disse.


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