Segunda-feira, 9 de março de 2026 - 14h27

A
startup brasileira LandPrint acaba de ser reconhecida como uma das 12 melhores
tecnologias globais para análise de riscos físicos e financeiros associados à
degradação ambiental, no desafio “Nature Intelligence for Business”, promovido
pela TNFD (Taskforce on Nature-related Financial Disclosure) em parceria com a
ConservationXLabs.
A
TNFD é o principal padrão global de relatoria corporativa em natureza. Sua
metodologia LEAP orienta empresas a localizar, avaliar e mensurar como suas
atividades impactam o meio ambiente e como esses impactos retornam na forma de
riscos operacionais, financeiros e reputacionais.
Mais
de 700 empresas em 50 países adotam os padrões da TNFD, enquanto a
ConservationXLabs tem atuação mundial e já realizou 19 premiações globais
voltadas para a mitigação de problemas ao meio ambiente, repassando mais de US$
12 milhões para projetos disruptivos.
O
desafio lançado pela TNFD, com apoio do governo da Alemanha e do Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento, buscou identificar tecnologias capazes de
traduzir essa complexidade ambiental em inteligência de negócios escalável e
baseada em dados.
Segundo
Daniele Cesano, CEO da LandPrint, “o problema não é apenas ambiental. É
financeiro. Empresas ainda não enxergam o ativo ambiental como um ativo
econômico real. Solo, biodiversidade, água e estabilidade climática são
infraestruturas produtivas invisíveis que sustentam cadeias inteiras. Quando
essas infraestruturas se degradam, o risco aparece no balanço.”
Ele
explica que “se uma empresa apoia o uso intensivo de agrotóxicos em sua cadeia
e isso elimina polinizadores, a produtividade do cultivo cai. Isso não é apenas
impacto ecológico. É risco operacional, volatilidade de receita e risco de
crédito. O mercado ainda não contabiliza isso porque faltam sistemas robustos
de mensuração.”
A
proposta da LandPrint é justamente preencher essa lacuna, com uma plataforma
que transforma dados ambientais em inteligência financeira. O mesmo dado que
protege um produtor rural contra perdas climáticas protege uma cadeia de
suprimentos contra perda de competitividade, orienta decisões de crédito mais
seguras e abre caminho para certificações e acesso a capital”, ressalta Cesano.
A
empresa atua na fronteira entre natureza, gestão de risco e finanças, ajudando
corporações e instituições financeiras a compreender sua dupla materialidade,
ou seja, como impactam a natureza e como a natureza impacta seus resultados. “O
momento exige mais do que relatórios. Exige mensuração estruturada, análise de
risco e integração da natureza na estratégia financeira. A natureza não é uma
externalidade. É um ativo. E ativos precisam ser medidos.”
A
LandPrint (www.landprint.earth) foi criada em 2023
por cientistas, agrônomos e profissionais de finanças com mais de 75 anos de
experiência combinada que compartilhavam a frustração de que o ativo mais
valioso do planeta, a natureza, ainda não é valorizado pelo sistema econômico.
Assim, decidiram que era hora de criar uma tecnologia para conectar a
regeneração ambiental ao sistema financeiro global.
Em
três anos de atuação, a startup conseguiu implementar 18 projetos, totalizando
mais de 150 mil hectares com classificação de risco aprimorada com dados, trabalho
que diminuiu em 90% os custos relacionados à verificação de compliance
socioambiental em toda a cadeia de valor e ajudou a valorar o ativo
ambiental como capital financeiro.
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