Porto Velho (RO) segunda-feira, 24 de setembro de 2018
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Gente de Opinião

Meio Ambiente

A farra de Marina Silva e ONGs ilimitadas Brasil afora


Os dados apresentados semana passada pelo Ministério do Meio Ambiente sobre a redução do desmatamento na Amazônia Legal enfeita a imprensa brasileira. Diversas ONGs, que sobrevivem do dinheiro público para atrapalhar importantes obras de desenvolvimento elogiam dados que só servem para escurecer a mente da população mediante aos verdadeiros números do desmatamento.
Daniel Panobianco - O povo brasileiro é burro! Jamais pudemos ver tanta gente infiltrada clamando ser “defensor do meio ambiente” no meio da grande corja horrenda da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva e companhia limitada. Para agravar ainda mais a situação vexatória, diversas ONGs (Organizações Não-Governamentais) fazem dos dados divulgados pelo Ministério, como uma grande bandeira de vitória ditando que conquistas foram adquiridas na atual política brasileira.
Para entender melhor, a outra face da moeda que o governo esconde da população veja primeiro a integra divulgada pela Agência Brasil:
“A taxa de desmatamento na Amazônia caiu 25,3%, totalizando 14.039 quilômetros quadrados. O dado, correspondente ao período de agosto de 2005 a julho de 2006, foi anunciado por um grupo
interministerial.A área representa cerca de metade do estado de Alagoas e supera a estimativa divulgada em outubro pelo governo, que era de 13.100 quilômetros quadrados. No ano anterior, o desmatamento havia sido de 18.790 quilômetros quadrados.
O presidente do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), Gilberto Câmara, observou que foi a segunda redução consecutiva. “Isso mostra que antes havia uma tendência de crescimento e que agora está caindo significativamente”, comentou.
Câmara anunciou para setembro o lançamento de um novo satélite brasileiro de monitoramento e informou que está em implantação o terceiro sistema de acompanhamento na região, o Detecção de exploração Seletiva (Detex), que mapeará também a extração de madeira. “A Science [uma das principais publicações científicas] diz que o modelo brasileiro é a inveja do mundo”, disse.
Segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco (também presidente interino do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), três estados concentraram 80% (quatro quintos) do desmatamento: Pará, Mato Grosso e Roraima. Desses, apenas no último houve crescimento, informou. O outro estado, dos nove da Amazônia Legal, onde a área derrubada cresceu foi o Amazonas.
De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil libera na atmosfera cerca de 1 bilhão de toneladas por ano de gás carbônico – um dos principais gases que agravam o aquecimento global. Isso faz dele o quarto maior emissor do mundo, e, segundo o ministério, três quartos desse total se devem à derrubada de árvores.”
“O anúncio da diminuição do desmatamento na Amazônia Legal foi elogiado pela ONG Greenpeace. Segundo a ONG, mesmo que os dados para 2006-2007 sejam provisórios, eles são muito "estimulantes", pois "mostram que o desmatamento inverteu a tendência de alta".
Para o coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário, os esforços do governo na fiscalização e aumento das APA´s (Áreas de Proteção Ambiental) foram importantes para a diminuição do desmatamento, mas outros fatores precisam ser considerados como a queda do preço da soja e da carne. Adário avalia que é necessário se pensar na questão econômica para que se mantenha a diminuição do desmatamento.
"Não houve uma mudança estrutural na economia brasileira que permita a continuação da queda do desmatamento. Os fatores econômicos que foram favoráveis a floresta estão negativos, a economia está se aquecendo e a questão dos biocombustíveis pode aumentar o desmatamento no futuro", avalia o coordenador.
Segundo o Greepeace, vários fatores podem ter contribuído para esta queda, entre elas: a criação de milhões de hectares de áreas protegidas, aumento na fiscalização do Ibama, a queda de preço das commodities agropecuárias, desvalorização do real e até campanhas da sociedade contra o desmatamento.”
A outra face da moeda:
A fiel ligação dos tantos setores do governo brasileiro com as diversas ONGs esparramadas pelo Brasil só tem mesmo é que ser positiva. O governo, por obrigação tem que mostrar dados positivos e as ONGs mostrarem que também estão ali, firmes e fortes atuando na defesa do não-desmatamento desordenado na Amazônia Legal. Dentre tantos números, tantas tabelas, a ministra do Meio Ambiente (que é nata desta terra) esqueceu de um pequeno detalhe: Os índices de desmatamento observados estiveram concentrados em áreas privadas. Áreas onde o agricultor, pela atual movimentação cambial não está mais conseguindo investir como antes. Áreas onde criar gado hoje em dia não compensa mais como há 10, 15 anos atrás. E com isso, com o empobrecimento no solo, a “entrada” da Amazônia, espaço que compreende o centro-sul de Rondônia, sul e leste de Mato Grosso, sul de Tocantins e sul do Maranhão, está ficando de lado. Usam as terras, promovem o desmate para a abertura de novas fronteiras de desenvolvimento e poucos anos adiante, com o solo já todo remexido, mudam Amazônia adentro para lugares ainda não explorados pelo homem. Com isso, produção e desenvolvimento chegam ao Acre, à região de Humaitá já no sul do Amazonas e Novo Progresso no Pará. O governo esqueceu de ditar que as áreas protegidas pelas leis federais e estaduais estão por um fio. Os enormes parques indígenas, as florestas nacionais, unidades de conservação estão sob fogo. Nisso o governo federal jamais pode atestar e, como se não soubessem de nada, medidas preventivas não podem ser adquiridas para frear aquilo que já foi quase tudo consumido. Não temos tecnologia suficiente para o monitoramento à aplicação de penas a quem comete este crime? O que significa então o montante de siglas SIPAM, SIVAM, LBA, outras tantas de ONGs amoitadas Amazônia adentro? Sim, equipamento existe. É tão eficiente que o próprio Sistema de Vigilância da Amazônia não consegue captar os pequenos aviões que transportam a cocaína da Colômbia para o Brasil passando pela Amazônia. Por esse outro ângulo, você já parou pra pensar o porquê de o governo nunca saber a resposta?
Fonte: De olho no tempo – Rondônia – wwwdeolhonotempo.blogspot.com
 - Dados: CPTEC/INPE

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