Porto Velho (RO) sábado, 23 de fevereiro de 2019
×
Gente de Opinião

Energia e Meio Ambiente - Internacional - Gente de Opinião

Energia e Meio Ambiente - Internacional

R$ 3 bilhões para a interligação Manaus-Porto Velho com linhão de 870 quilômetros de extensão


 

Entre os projetos estão a interligação de Manaus com Porto Velho e geração de energia distribuída no interior

 


Da Agência CanalEnergia
 

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou nesta sexta-feira, 10 de abril, em Manaus, investimentos de R$ 6 bilhões até 2018 no estado do Amazonas. “Este Plano de Obras representa a consolidação de um projeto que já vem sendo implantado há quatro anos e que já consumiu mais de R$ 2 bilhões, com a obra do Linhão de Tucuruí e a preparação de todo o sistema de Manaus para receber essa energia do Sistema Interligado Nacional”, lembrou o ministro.
 

Com os novos recursos, está prevista a construção de novas usinas, a integração de novos municípios ao Sistema Interligado Nacional (SIN), a criação de novas linhas e subestações, instalação de novas redes de distribuição, e a expansão do Programa Luz para Todos. Também será aprimorada a gestão da Eletrobras Amazonas Energia, modernizando seus processos e garantindo um atendimento de qualidade a todos os seus consumidores.
 

O principal projeto será a interligação Manaus-Porto Velho (RO) por uma linha de transmissão, em 500 kV, com 870 quilômetros de extensão, que receberá aportes de R$ 3 bilhões. Além disso, serão implantadas subestações seccionadoras. A geração de energia em Manaus receberá ainda mais R$ 400 milhões, de um total de R$ 1,1 bilhão, da implantação da térmica Mauá III, que inicia operação em 2016.
 

Serão implementadas melhorias nos municípios de Humaitá, Parintins, Itacoatiara, Nova Olinda do Norte, entre outros. Somente o sistema de transmissão Oriximiná-Juriti-Parintins representa um investimento de mais de R$ 760 milhões. Nas bacias dos rios Solimões, Juruá e Japurá serão construídas 33 usinas, totalizando 158 MW de potência instalada. Os investimentos estimados são da ordem de R$ 662 milhões, dentro do esquema de geração distribuída, com grupos geradores próprios.
 

Nas regiões do médio Amazonas/Negro, baixo Solimões/Purus e no rio Madeira, serão construídas 47 usinas, com 150 MW de potência total instalada. Nesta fase do Plano de Obras estão estimados investimentos da ordem de R$ 600 milhões. Nas comunidades isoladas, serão implantados novos sistemas solares e redes de baixa tensão, com previsão de 14.500 novos sistemas e beneficiando cerca de 72 mil pessoas em 55 municípios contemplados. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 860 milhões.
 

As redes de distribuição receberam aportes de R$ 754 milhões, sendo R$ 490 milhões para redução de perdas de energia. O programa Luz para todos prevê 10.200 novas ligações em 2015 e 2016 com, aproximadamente, 51 mil pessoas atendidas e um investimento de R$ 195 milhões. A estimativa do Ministério de Minas e Energia é que, até 2018, o Luz Para Todos atinja 12.000 novas  ligações em todo o Estado do Amazonas.

Mais Sobre Energia e Meio Ambiente - Internacional

Energia Sustentável do Brasil assina termo de compromisso com ICMBio para investimento em unidades de conservação na Amazônia

Energia Sustentável do Brasil assina termo de compromisso com ICMBio para investimento em unidades de conservação na Amazônia

Duas unidades de conservação na Amazônia receberão investimentos da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica (UHE)

Teste de autorrestabelecimento é feito com sucesso na UHE Jirau

Teste de autorrestabelecimento é feito com sucesso na UHE Jirau

As Unidades Geradoras (UG) são desligadas para simular um apagão

SPIC - Chinesa tem pressa para comprar hidrelétrica Santo Antônio

SPIC - Chinesa tem pressa para comprar hidrelétrica Santo Antônio

As negociações duram mais de um ano, e agora a SPIC corre para concluir a transação antes da posse de Bolsonaro na Presidência

Mais de 940 mil m³ foram dragados do rio Madeira em 2018

Mais de 940 mil m³ foram dragados do rio Madeira em 2018

O processo consiste em escavar o material que está obstruindo o canal de navegação e bombear o volume a pelo menos 250 m de distância desse canal.A