Porto Velho (RO) sexta-feira, 24 de maio de 2019
×
Gente de Opinião

Energia e Meio Ambiente - Internacional - Gente de Opinião

Energia e Meio Ambiente - Internacional

Mais de 940 mil m³ foram dragados do rio Madeira em 2018


Mais de 940 mil m³ foram dragados do rio Madeira em 2018 - Gente de Opinião

O processo consiste em escavar o material que está obstruindo o canal de navegação e bombear o volume a pelo menos 250 m de distância desse canal.

A informação foi dada na última semana pelo tecnólogo naval com especialização em sistemas fluviais, Fernando Alonso Martinez, um dos responsáveis pela supervisão da atividade no rio Madeira. O representante da empresa UMI SAN, contratada pelo DNIT por meio de licitação, falou das principais peculiaridades e dificuldades da realização da obra na região durante um encontro com alunos na 2ª Jornada de Arquitetura e Engenharia, promovida pelo Centro Universitário São Lucas.

“O rio Madeira possui algumas particularidades como a variação de 10 a 14m de nível e a vazão de 24 mil m³ de água por segundo, que pode ser comparado ao rio Mississipi nos EUA, além da sua extensão, que supera os mil quilômetros.”, comentou Alonso.

A prestação de serviço durante a estiagem é importante para garantir a segurança da navegação e a capacidade logística da hidrovia em trechos críticos, que são escolhidos a partir de estudos com base em levantamentos batimétricos atuais e dados de sondagens anteriores. Além disso, o DNIT mantém um canal de comunicação aberto com os usuários da hidrovia sobre problemas e sugestões relativos a navegação no rio Madeira.

Segundo Alonso, em 2017 quando foi dado início o processo de dragagem do rio Madeira, o principal ponto escavado foi a localidade denominada Conceição, no Estado do Amazonas. Após o monitoramento realizado não foi preciso retornar a região, pois a dragagem apresentou resultados consolidados. “Em 2018, escolhemos o trecho Curicacas e Tamanduá, pertencentes ao município de Porto Velho/RO, por serem sinuosos e dificultarem bastante a navegação dos comboios de balsas de grãos. Nossa expectativa é que em 2019 não seja preciso voltar para as localidades já dragadas e podermos avançar para novos trechos críticos. É um trabalho minucioso, demorado, uma vez que todos os parâmetros de monitoramento são respeitados”, frisou Alonso.

A bióloga Caroline Vivian Smozinski, que também acompanha os serviços de dragagem, relatou aos estudantes que o monitoramento ambiental dos pontos dragados é constante, e que não foram encontrados metais pesados, uma das preocupações da equipe. “Encontramos apenas nitrito e nitrato em quantidades acima do que é preconizado pelo CONAMA, entretanto não encontramos valores significativos de mercúrio, situação que também foi observada em trechos sem a atividade de dragagem.”

Toda a atividade é acompanhada, monitorada e fiscalizada por técnicos do DNIT que avalia a execução dos serviços, garantindo a efetiva aplicação do recurso público e a melhoria significativa da navegabilidade para a economia da região.

As atividades de dragagem do rio Madeira em 2018 foram encerradas em função da elevação natural do nível do rio, que acontece neste momento. A expectativa é que as operações retornem em junho de 2019.

 

Rafaela Schuindt

Jornalista MTB/RO - 977

Mais Sobre Energia e Meio Ambiente - Internacional

Energia Sustentável do Brasil assina termo de compromisso com ICMBio para investimento em unidades de conservação na Amazônia

Energia Sustentável do Brasil assina termo de compromisso com ICMBio para investimento em unidades de conservação na Amazônia

Duas unidades de conservação na Amazônia receberão investimentos da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica (UHE)

Teste de autorrestabelecimento é feito com sucesso na UHE Jirau

Teste de autorrestabelecimento é feito com sucesso na UHE Jirau

As Unidades Geradoras (UG) são desligadas para simular um apagão

SPIC - Chinesa tem pressa para comprar hidrelétrica Santo Antônio

SPIC - Chinesa tem pressa para comprar hidrelétrica Santo Antônio

As negociações duram mais de um ano, e agora a SPIC corre para concluir a transação antes da posse de Bolsonaro na Presidência

Inauguração de Centro de Ciência e Tecnologia é mais uma iniciativa da Energia Sustentável do Brasil

Inauguração de Centro de Ciência e Tecnologia é mais uma iniciativa da Energia Sustentável do Brasil

Centro de Ciência e Tecnologia implantado pela Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau, em parceria com o G