Porto Velho (RO) terça-feira, 25 de setembro de 2018
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População de Mutum-Paraná elabora contra-proposta para compensação de Jirau


Para chegar ao distrito de Mutum-Paraná, que faz parte do município de Porto Velho (RO), é preciso percorrer 160 quilômetros pela rodovia BR-364, do centro da capital até a comunidade. À beira da estrada, apenas alguns estabelecimentos comerciais. Ao entrar na comunidade, pequenas propriedades com casas simples e marcos históricos como os trilhos da estrada de ferro Madeira-Mamoré, a casa de apoio da ferrovia e uma bela ponte de ferro por onde passava o trem, sobre a qual hoje foi montado um bar para a diversão dos moradores. A comunidade é uma das quatro que serão alagadas com a construção das usinas do Rio Madeira. 

A previsão de alagamento está no relatório de impacto ambiental do empreendimento, que não explicita se as comunidades serão total ou parcialmente afetadas. Nos cálculos do Ministério Público Estadual, 214 famílias no núcleo urbano de Mutum-Paraná deverão ser deslocadas após a construção da usina hidrelétrica de Jirau. Além disso, 15 estabelecimentos comerciais na sede do distrito e 28 em áreas fora da aglomeração urbana devem ser afetados. 

No último sábado (28), a população do distrito esteve reunida para discutir a atual situação em que se encontram, para muitos é de total abando por parte dos responsáveis pela usina de Jirau. 

Com base no que foi discutido durante a reunião, os moradores elaboraram um abaixo-assinado, o qual será anexado aos documentos de contra-proposta que serão entregues aos responsáveis pela usina de Jirau. 

“Até agora, só ouvimos promessas, mas nada de concreto. Na verdade nós não colocamos nossos bens à venda, se eles querem nos tirar daqui terão que nos dar garantias de que não iremos sofrer com essas mudanças. Para se ter uma idéia, aqui nós temos fácil acesso ao nosso sustento e de nossas famílias, tudo que se planta dá. Lá na Nova-Mutum, é um pasto coberto de cascalho. De que iremos viver depois que as cestas básicas que eles prometeram nos dar acabar? Ou seja, daqui a um ano?”. Questionou José Silvério, agricultor.

Fonte: Neth Fiorentino.

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