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Moreira denuncia ameaça de invasão à usina de Jirau


Brasília, 18/mai/2010 – O deputado Moreira Mendes (PPS) denunciou hoje na tribuna da Câmara uma suposta ameaça de invasão à usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira. Com base em informações sigilosas, ele afirmou que um grupo, liderado pelo Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), estaria preparando a invasão para a próxima sexta-feira, 21, em represália ao consórcio responsável pelas obras.
 

De acordo com Moreira, as informações são de que o grupo – que envolveria índios Kaxarari, garimpeiros, comunidades dos distritos de Nova Mutum e Extrema e o próprio MAB - já teria até mapeado os pontos estratégicos da obra, como o paiol de explosivos utilizados para dinamitar as rochas, a planta de combustíveis e as centrais de refrigeração (onde é armazenada a amônia).
 

“(Isso) demonstra que se trata de uma ação planejada, arquitetada nos mínimos detalhes, a fim de produzir o maior impacto possível”, apontou.
 

Ele disse ainda que a primeira ameaça concreta da provável invasão foi formalizada através de uma carta entregue ao consórcio pelos índios Kaxararis, no final de abril, dando um ultimato para que, num prazo máximo de 30 dias, fosse formalizado um acordo. “Como as negociações não avançaram satisfatoriamente, esses grupos estariam fomentando a idéia de invasão”, relatou Moreira, acrescentando que “nunca existiu índio lá dentro, se tem índio agora, é índio emprestado”.
 

O deputado ressaltou que não está “questionando o direito de quem quer que seja, mas quem tem legitimidade para discutir este assunto são os moradores das localidades atingidas pela barragem”, e não poupou críticas ao MAB: “É inadmissível que uma organização como essa venha dar ‘pitaco’ onde não foi chamada”, disse ele.
 

Estrangeiros
 

Para Moreira, a presença de um representante da Secretaria Nacional de Articulação Social nas reuniões realizadas em Porto Velho e Nova Mutum entre o consórcio e os moradores, no último dia 5, prova que a denúncia de invasão procede. “O envio de um representante do Governo Federal a esse encontro em Rondônia foi motivado pelas informações da ABIN – Agência Brasileira de Inteligência, que detectou o problema e o cenário que estava se desenhando”. Ele também considerou estranha a presença de integrantes das organizações não governamentais Sherpa (francesa) e WWF (Fundo Mundial da Natureza), além de um repórter e um fotógrafo sueco.
 

“A situação é grave e exige que os órgãos de segurança do governo federal tomem todas as medidas necessárias para se evitar um confronto. É algo que não interessa ao consórcio construtor das barragens do rio Madeira e muito menos às comunidades locais, que são formadas por pessoas de bem”, concluiu.
 

Claudivan Santiago
 

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